Porto Alegre – Com redes apreendidas, órgão de combate à pesca ilegal constrói jacaré de 700 quilos

Todos os anos, a demanda por pescados aumenta naturalmente no período da Páscoa. Com isso, visando aumentar seus rendimentos, muitos pescadores passam a atuar ilegalmente nas águas do Guaíba.

Responsável por monitorar a pesca nas águas do Guaíba, a Companhia Ambiental da Área Metropolitana aumenta a fiscalização na região na época da Semana Santa, visando coibir a atividade ilegal.

— Em nosso primeiro dia de reforço na fiscalização prendemos 70 redes ilegais com cerca de 50 metros cada, em média — destaca o comandante da companhia, capitão Rodrigo Gonçalves dos Santos.

Além de atuar no Guaíba, a companhia reforçou a fiscalização nas estradas e também no Mercado Público.

— É importante coibir a pesca predatória, pois ao atuar de forma ilegal, este pescadores também não se preocupam com as condições sanitárias com as quais são mantidos os pescados. Cansamos de apreender peças contaminadas com moscas e larvas que, se fossem vendidas, poderiam gerar um problema de saúde pública — destaca o soldado Edson Luís Trindade da Silva que atua na companhia.

Conforme o capitão Rodrigo, as apreensões são tão constantes que, ao término dos processos contra os pescadores ilegais, grande parte das redes é incinerada e outra é usada para conscientizar crianças e adolescentes sobre a importância da preservação ambiental. Com este intuito, a companhia está construindo um jacaré com parte das redes recolhidas. Atualmente, a escultura já pesa 700 quilos e tem cerca de cinco metros de comprimento.

Segundo o capitão Rodrigo, apenas pescadores profissionais estão autorizados a usar redes, tarrafas e espinhéis na atividade. Ainda conforme Santos, somente são reconhecidos como profissionais os trabalhadores que possuem a carteira expedida pelo Ministério da Pesca e mesmo estes profissionais somente podem atuar em determinadas áreas. As demais pessoas podem pescar apenas com caniços e suas variantes.

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