MT – Piracema começa e pescadores criam alternativas para manter renda

A partir da meia-noite desta quinta-feira (5) a pesca está proibida em Mato Grosso. É a Piracema, período reprodutivo dos peixes, que dura até o dia 28 de fevereiro do próximo ano. Durante este tempo, os pescadores precisam pensar alternativas para manter a renda, já que estão impedidos de desempenhar sua atividade profissional.

Antônio José da Silva é vice-presidente da Colônia de Pescadores Z1 de Cuiabá, a primeira da cidade, localizada no Mercado do Porto. Ele conta que muitos pescadores que conhece fazem outro tipo de trabalho durante o período proibitivo da pesca.

Têm muitos pescadores e ribeirinhos que vão mexer com plantio de verduras e legumes para vender”, diz Silva. Ele explica que o pescador com carteirinha profissional pode estocar o pescado, sem limite, para poder comercializar durante a Piracema, desde que discrimine tudo que for estocado, até o próximo dia 9. Mas contrapõe que é difícil estocar mais de 150 quilos, que é a média de pesca de uma semana. “Os outros 150 kg que pescou na semana passada provavelmente já foram todos vendidos”, conta.

Cada pescador pode retirar até três quilos de peixe dos rios, diariamente. Mas apenas para subsistência, jamais para ser comercializado. Apesar disso, Silva confidencia que muitas pessoas burlam a lei na tentativa de manter a renda mensal.

Nestes quatro meses de piracema os pescadores profissionais recebem um auxílio do governo, no valor de um salário mínimo. “Mas quem é que sustenta uma família com um salário?”, questiona Silva. Ele diz que uns preferem procurar outras atividades e outros preferem desobedecer a lei e continuar pescando. “Acontece isso sim, infelizmente”, lamenta.

Antônio José é pescador e também comerciante. Ele tem um box no Mercado do Porto e, para ele e outros que comercializam o pescado, a situação é mais confortável. Eles têm a alternativa de comprar e revender peixes de tanque, criados na piscicultura. “Hoje as pessoas não se importam muito se é peixe de tanque”, revela contando que há algum tempo havia certo preconceito.

Fonte = Olhar Direto

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