Ibama promove reunião para discutir operação Carapeba na Bahia

Há toda uma rede de pessoas envolvidas com a pesca com bomba, relacionadas com tráfico de drogas, assaltos, etc

Representantes de instituições que compõem a operação Carapeba _ que atua no combate e prevenção à pesca predatória com utilização de explosivos, especialmente, na região da Baía de Todos os Santos e adjacências _, estiveram reunidos hoje pela manhã na sede do Ibama, na Amaralina, com o objetivo de fazer um balanço das atividades da operação no decorrer do ano passado e traçar novas estratégias de ação para 2011.

Presentes à reunião, representantes da Marinha do Brasil, Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (COPPA), Instituto de Meio Ambiente (IMA), Polícia Civil da Bahia, além dos anfitriões, o superintendente Celio Pinto e a chefe da Divisão de Controle e Fiscalização do Ibama, Celia Cavalcanti.

Na ocasião, todos os envolvidos relataram os resultados alcançados em 2010, como o número de embarcações abordadas, pessoas conduzidas, embarcações e artefatos apreendidos e produtos doados. Um fato revelado pelo delegado Rusdenil Lima, da Polícia Civil, alertou os participantes da reunião para a gravidade da atual situação na Baía de Todos os Santos no que tange à prática da pesca com bomba. Ele afirmou que aproximadamente 90% do material explosivo utilizado nesta modalidade de pesca criminosa são oriundos de desvio de material legal, e que “há toda uma rede de pessoas envolvidas com a pesca com bomba, relacionadas com tráfico de drogas, assaltos, etc.”.

Segundo o delegado Lima, que atua na área de inteligência da operação, investigando a origem dos explosivos comercializados aos bombistas, “há encomenda de pescados oriundos de pesca com bomba, e os peixes considerados nobres, como robalo e tainha, são espécies muito visadas. Com a aproximação da semana santa, essa situação tende a piorar”.

As afirmações do delegado são confirmadas pelo tenente Cláudio, da COPPA, que disse que “a pesca com bomba tem originado recursos para outras atividades criminosas, como o tráfico de drogas”. O tenente afirmou que a Baía de Todos os Santos está dividida em quatro regiões principais de atividades com bombas, e que essas bombas estão atingindo, cada vez mais, profundidades maiores. Ele disse que a contracosta da Ilha de Itaparica é local importante dessa pesca criminosa e que o patrulhamento ostensivo nessa região tem dado resultados positivos, “já que as ocorrências têm sido inibidas”.

O tenente também reconheceu que a baía tem grande extensão, o que torna muito difícil as fiscalizações. Para ele, o ideal “é que haja fiscalizações pulverizadas em águas rasas e em águas mais profundas ao mesmo tempo”.

Ascom/Ibama/BA

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