Bahia tem potencial para se tornar principal produtor de pescado, diz ministra em audiência com governador

Povoamento da costa com robalo, laboratório de ostras e instalação de frigorífico de peixe. “Bahia tem muito a fazer nessa área

Projetos como uma unidade móvel de beneficiamento de pescado, formação de pólos de aquicultura, programas de monitoramento e ordenamento, além da criação de uma rede de comercialização para vender mais peixes e crustáceos integram o planejamento do governo baiano para aumentar a produção e o consumo naquele Estado. As idéias foram apresentadas à Ministra da Pesca e Aquicultura Ideli Salvatti durante audiência com o Governador Jaques Wagner na sexta-feira (21), em Salvador.

Juntos, governo federal e estadual, teriam que investir mais de R$ 57 milhões para implementar na Bahia medidas estratégicas de desenvolvimento do setor, divididas em três grandes áreas: infraestrutura, produção e inclusão social. Com esse montante, a estimativa é que cerca de 49.500 famílias sejam beneficiadas em projetos como a criação de tilápias em águas salinizadas, o povoamento da costa com robalo, laboratório de ostras e instalação de frigorífico de peixe. “Bahia tem muito a fazer nessa área”, afirmou o governador. “Como o orçamento do MPA é limitado, iremos buscar alternativas”, contrapôs a ministra.

No entanto, segundo Ideli, o principal problema que é emergencial e impede o aumento da produção de pescado no Brasil é a burocracia, o desconhecimento do potencial produtivo e a falta de investimentos no setor pesqueiro e aquícola (produção de peixe e crustáceos em cativeiro). “O licenciamento ambiental para aquicultura, que o Ibama repassou aos estados para executarem nos casos de pequenos empreendimentos, é um exemplo”, disse ela.

Nesse aspecto, a ministra explicou que é preciso mais atenção e agilidade dos governos na liberação das licenças para produção em águas da União e reforçou que a legislação federal já simplificou o processo. “Agora é bem mais rápido, temos que unir esforços, ocupar as águas que são permitidas e transformá-las em verdadeiros berços de cultivo de peixes em todo país”, destacou.

A ampliação de parcerias e de instalação de secretarias, diretorias, empresas mistas, a exemplo da Bahia Pesca, ou autarquias voltadas à pesca e aquicultura é outra solicitação que a Ministra da Pesca e Aquicultura quer levar a todos os governadores. O roteiro de viagens que iniciou por SC e BA prossegue pelos estados de Rio Grande do Norte, no dia 24/1, SP e MG.

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