Tartaruga achada morta no Araçagi é encaminhada ao Cetas, outra segue em tratamento

Na manhã desta segunda-feira (8/3), uma tartaruga marinha morta da espécie oliva (Lepidochelys olivacea) foi encontrada por pescadores na Praia do Araçagi, próximo ao posto do Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros. O quelônio já estava em decomposição e foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama, onde foi enterrado. O aviso do encalhe foi feito pela Secretaria de Meio Ambiente do município de São José de Ribamar.

Essa é a quarta tartaruga encontrada na orla de São Luís de janeiro até os primeiros dias de março, sendo que três foram resgatadas vivas e duas não resistiram aos ferimentos. Uma das causas possíveis para os danos foi a interação com redes de pesca. Só uma das tartarugas encalhadas este ano nas praias da capital maranhense sobreviveu: é um exemplar da espécie cabeçuda (Caretta caretta) que está em tratamento no Cetas/Ibama-MA. A necropsia de um dos animais mortos revelou uma grande quantidade de fragmentos de plástico no seu estômago.

De acordo com informações apuradas pela TV Mirante, ao encontrarem a tartaruga, os pescadores pediram que um gari, que estava trabalhando na limpeza da praia nessa manhã, transportasse o réptil até o posto do Corpo de Bombeiros, de onde posteriormente foi removido pelos técnicos do Núcleo de Fauna da Superintendência do Ibama no Maranhão.

A oliva é a menor de todas as tartarugas marinhas presentes no litoral brasileiro, medindo cerca de 60 centímetros e pesando em torno de 65 quilos. Sua carapaça é de cor cinza esverdeada, daí o seu nome. No litoral de Sergipe existe hoje a maior concentração de indivíduos dessa espécie no Brasil desovando. Já a tartaruga cabeçuda tem a cabeça proporcionalmente maior que a das outras espécies, chegando a medir 25 centímetros. É a que faz maior número de desovas no litoral, tem o dorso marrom e o ventre amarelado. Seu casco mede aproximadamente um metro e pesa cerca de 150 quilos, embora alguns exemplares cheguem a 250 quilos. Para desovar procura preferencialmente as praias ao norte do Rio de Janeiro, especialmente as do Espírito Santo, Bahia e Sergipe.

Ascom Ibama/MA

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