<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Guia da Pesca &#187; Riao Paraguai</title>
	<atom:link href="http://www.guiadapesca.com.br/tag/riao-paraguai/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.guiadapesca.com.br</link>
	<description>Sua pescaria começa aqui. [www.guiadapesca.com.br]</description>
	<lastBuildDate>Wed, 21 Jul 2010 23:45:04 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.1-alpha</generator>
		<item>
		<title>Decoada deve ocorrer em março de forma moderada</title>
		<link>http://www.guiadapesca.com.br/geral/decoada-deve-ocorrer-em-marco-de-forma-moderada/</link>
		<comments>http://www.guiadapesca.com.br/geral/decoada-deve-ocorrer-em-marco-de-forma-moderada/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 14 Feb 2008 02:06:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tanesi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Corumbá]]></category>
		<category><![CDATA[Decoada]]></category>
		<category><![CDATA[Ibama]]></category>
		<category><![CDATA[Riao Paraguai]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.guiadapesca.com.br/geral/decoada-deve-ocorrer-em-marco-de-forma-moderada/</guid>
		<description><![CDATA[O fenômeno natural da decoada, como é chamado popularmente, deve começar a ocorrer em março se o nível do rio Paraguai continuar subindo no ritmo dos últimos dias, de 2 cm a 4 cm ao dia. Ele provoca a deterioração da qualidade da água dos rios e, conseqüentemente, a mortandade de peixes no Pantanal. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--adsense#post--><br />
O fenômeno natural da decoada, como é chamado popularmente, deve começar a ocorrer em março se o nível do rio Paraguai continuar subindo no ritmo dos últimos dias, de 2 cm a 4 cm ao dia. Ele provoca a deterioração da qualidade da água dos rios e, conseqüentemente, a mortandade de peixes no Pantanal. A informação é da pesquisadora Débora Calheiros, da Embrapa Pantanal.</p>
<p>Segundo ela, a decoada ocorre todos os anos, mas a intensidade é variada, pois depende da forma como se comporta o rio Paraguai na seca e na cheia subseqüente. Ocorre com alta magnitude quando há uma seca pronunciada (como foi a de 2007) seguida de uma enchente mais rápida e também pronunciada.</p>
<p>“<strong><span style="color: #ff6600">Temos uma decoada intensa quando o nível do rio Paraguai atinge 3,5 metros (pela régua de Ladário) no começo de fevereiro</span></strong>”, explicou Débora. Como neste ano a enchente não está tão intensa, prevê-se que o fenômeno deva ocorrer de forma moderada. Nesta quarta-feira, dia 13, o nível do rio estava em 2,80 metros.</p>
<p>A última decoada considerada de magnitude elevada ocorreu em 1995, quando o rio Paraguai teve a terceira maior cheia do século passado. De acordo com Débora, decoadas intensas podem provocar a mortandade de indivíduos de todas as espécies de peixes. Quando a intensidade é menor, algumas espécies apresentam adaptações que conferem maior resistência, como o pacu, por exemplo, que desenvolve um lábio mais grosso na parte inferior da boca para melhorar a eficiência na tomada de oxigênio na superfície durante a decoada.<br />
<span id="more-624"></span><br />
<!--adsense#post--><br />
O fenômeno natural da decoada, como é chamado popularmente, deve começar a ocorrer em março se o nível do rio Paraguai continuar subindo no ritmo dos últimos dias<br />
<strong><span style="color: #ff6600">FENÔMENO</span></strong></p>
<p>A decoada está diretamente relacionada ao regime de cheia e seca dos rios da planície pantaneira. Quando as águas recuam, a vegetação aquática morre e a terrestre, em especial gramíneas, se recompõe de forma rápida.</p>
<p>Durante a enchente subseqüente, segundo Débora, a água passa a cobrir a planície pantaneira deixando esta vegetação submersa. Toda essa matéria orgânica em contato com a água começa a se decompor e, conforme o nível de inundação aumenta, os produtos da decomposição são levados do campo inundado para os lagos (baías), córregos e rios.</p>
<p>Esse processo de decomposição realizado pelas bactérias é tão intenso que é capaz de consumir todo o oxigênio dissolvido na água, liberando o dióxido de carbono livre. O fenômeno dificulta a respiração dos peixes, que sobem à superfície para tentar absorver o oxigênio da interface ar-água (“boquear”) e ficam mais expostos aos predadores ou acabam morrendo se não acharem uma área com água em melhores condições.</p>
<p>Segundo a pesquisadora da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária &#8211; Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, dependendo da intensidade e tempo de duração, o fenômeno pode matar toneladas de peixes.</p>
<p>Apesar disso, Débora explica que a decoada tem um papel ecologicamente importante para o funcionamento do Pantanal. Faz parte do ciclo de renovação da planície relacionado ao ciclo das águas e garante a entrada de nutrientes no sistema. Normalmente a decoada acontece no período de enchente, entre fevereiro e maio. Nesta época as altas temperaturas (média de 32 graus) no Pantanal aceleram o processo de decomposição.</p>
<p>Quando uma frente fria se aproxima, as temperaturas caem por alguns dias e o processo de decomposição desacelera, melhorando a qualidade da água.  Em 1995, o rio Paraguai chegou a ficar dois meses praticamente sem oxigênio em função da decoada.</p>
<p>É difícil prever exatamente onde a decoada vai ocorrer, mas Débora afirma que o fenômeno tende a acontecer a partir do Parque Nacional, na divisa com o Mato Grosso, na região conhecida como Três Bocas. Normalmente atinge as áreas marginais, campos inundados e baías, em caso de cheias mais localizadas, mas pode atingir o canal principal dos rios, se a inundação for intensa.</p>
<p>A Embrapa Pantanal vem acompanhando a decoada de forma sistemática desde 1994.</p>
<p>Fotos: Oslain Branco</p>
<p>Legenda: Peixes buscam a superfície dos rios para ter acesso ao oxigênio</p>
<p>&#8211;</p>
<p>Ana Maio<br />
Jornalista &#8211; Mtb 21.928<br />
Área de Comunicação e Negócios-ACN<br />
Embrapa Pantanal<br />
Corumbá (MS)<br />
(67) 3233-2430 ramal 235</p>
<p><img src="http://www.guiadapesca.com.br/wp-content/uploads/2008/02/decoada1.jpg" alt="decoada1.jpg" /></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.guiadapesca.com.br/wp-content/uploads/2008/02/decoada3.jpg" alt="decoada3.jpg" height="457" width="647" /></p>
<p><!--adsense#grafico--></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.guiadapesca.com.br/geral/decoada-deve-ocorrer-em-marco-de-forma-moderada/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
