- terça-feira, 20 maio, 2008, 21:59
- Economia, Geral, Meio Ambiente
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Após anos de pesquisa científica, o Instituto de Pesca conseguiu dominar a tecnologia de produção do robalo e da tainha em cativeiro. A técnica foi desenvolvida no Núcleo de Pesquisas e Desenvolvimento de Cananéia pelos pesquisadores Idili da Rocha Oliveira e Pedro Carlos da Silva Serralheiro.
Agora, o único entrave para a implantação de fazendas marinhas destinadas à criação dessas duas espécies é a falta de um laboratório que produza, em larga escala, as matrizes e as repasse para os interessados em montar as fazendas, como vai acontecer com o bijupirá.
‘‘Já poderíamos colocar os tanques-rede no mar. O que falta para nós é um centro de produção de larvas e (peixes) juvenis’’, salienta Idili, que, além de pesquisadora, dirige a unidade do Instituto de Pesca em Cananéia.
No caso do bijupirá, as matrizes estão sendo produzidas no Laboratório Nacional de Aquicultura Marinha (Lanam), construído pelo Governo Federal e inaugurado em março, em Ilha Comprida, também no extremo sul do Litoral Paulista.
‘‘Para que a maricultura se desenvolva é necessário que haja interesse público, que haja um centro de produção de formas jovens que possa distribuir essas matrizes para quem quiser fazer a engorda’’, salienta Idili.
‘‘(As empresas, cooperativas e virtuais produtores) não querem produzir (as matrizes) no laboratório, querem o peixe já num tamanho adequado para ir para o tanque. Então, é preciso um centro de produção dessas formas jovens que distribua’’, reforça Pedro Carlos.
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- sábado, 15 dezembro, 2007, 20:18
- Geral, Meio Ambiente
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Avanços são marcados pelo retorno de diversas espécies à região de Paraty, lucratividade dos pescadores e fechamento de parcerias
Antes ocupada por pescarias irracionais, que provocaram o desaparecimento de espécies marinhas na região, a baía de Paraty (RJ) é hoje referência na exploração sustentável do potencial aqüícola. Onde a pesca predatória e o arrasto dizimavam a população de peixes, tanques-redes agora promovem um sistema de cultura que, além de baratear a prática, agregam valor ao produto e permitem o retorno de espécies ao local.
A implantação do sistema na região é uma das iniciativas do Projeto Robalo, uma ação do Instituto Arruda Botelho (IAB) que tem por objetivo preservar a riqueza marinha de Paraty e gerar renda para a comunidade pesqueira local. O trabalho já surte efeitos sensíveis no meio ambiente regional e no bolso de quem vive na região.
De acordo com o responsável pelo projeto, o técnico em aqüicultura Alexandre Gomes Fonseca, o retorno de espécies marinhas à região é notável. “Estamos vendo novamente cardumes de robalos, vermelhos, garoupas, badejos e outras espécies que tinham desaparecido daqui”, explica.
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