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Instituto de Pesca domina técnica de produção do Robalo em cativeiro

Após anos de pesquisa científica, o Instituto de Pesca conseguiu dominar a tecnologia de produção do robalo e da tainha em cativeiro. A técnica foi desenvolvida no Núcleo de Pesquisas e Desenvolvimento de Cananéia pelos pesquisadores Idili da Rocha Oliveira e Pedro Carlos da Silva Serralheiro. Agora, o único entrave para a implantação de fazendas marinhas destinadas à criação dessas duas espécies é a falta de um laboratório que produza, em larga escala, as matrizes e as repasse para os interessados em montar as fazendas, como vai acontecer com o bijupirá. ‘‘Já poderíamos colocar os tanques-rede no mar. O que falta para nós é um centro de produção de larvas e (peixes) juvenis’’, salienta Idili, que, além de pesquisadora, dirige a unidade do Instituto de Pesca em Cananéia. No caso do bijupirá, as matrizes estão sendo produzidas no Laboratório Nacional de Aquicultura Marinha (Lanam), construído pelo Governo Federal e inaugurado em março, em Ilha Comprida, também no extremo sul do Litoral Paulista. ‘‘Para que a maricultura se desenvolva é necessário que haja interesse público, que haja um centro de produção de formas jovens que possa distribuir essas matrizes para quem quiser fazer a engorda’’, salienta Idili. ‘‘(As empresas, cooperativas e virtuais produtores) não querem produzir (as matrizes) no laboratório, querem o peixe já num tamanho adequado para ir para o tanque. Então, é preciso um centro de produção dessas formas jovens que distribua’’, reforça Pedro Carlos. Continue lendo

Projeto Robalo chega ao fim de 2007 com grandes progressos e consistentes perspectivas

Avanços são marcados pelo retorno de diversas espécies à região de Paraty, lucratividade dos pescadores e fechamento de parcerias Antes ocupada por pescarias irracionais, que provocaram o desaparecimento de espécies marinhas na região, a baía de Paraty (RJ) é hoje referência na exploração sustentável do potencial aqüícola. Onde a pesca predatória e o arrasto dizimavam a população de peixes, tanques-redes agora promovem um sistema de cultura que, além de baratear a prática, agregam valor ao produto e permitem o retorno de espécies ao local. A implantação do sistema na região é uma das iniciativas do Projeto Robalo, uma ação do Instituto Arruda Botelho (IAB) que tem por objetivo preservar a riqueza marinha de Paraty e gerar renda para a comunidade pesqueira local. O trabalho já surte efeitos sensíveis no meio ambiente regional e no bolso de quem vive na região. De acordo com o responsável pelo projeto, o técnico em aqüicultura Alexandre Gomes Fonseca, o retorno de espécies marinhas à região é notável. “Estamos vendo novamente cardumes de robalos, vermelhos, garoupas, badejos e outras espécies que tinham desaparecido daqui”, explica. Continue lendo
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