20
julho
2008

Mortandade de peixes na fronteira Brasil-Bolívia0


XAPURI, AC – Agrava-se a mortandade de peixes no rio Chipamanu, na comunidade de Piçarreira, na fronteira entre o Brasil e a Bolívia. Há uma semana, espécies de traíras, mandis e surubins começaram a aparecer agonizantes nas margens do rio, sem nenhum motivo aparente. Moradores informam que começaram a morrer peixes pequenos, entre os quais, mandis e traíras, e agora, até surubins, peixes maiores. Doze 12 famílias da região, na divisa entre os municípios de Xapuri e Capixaba, estão sendo prejudicadas pela situação.

Há informações de que ocorre morte de peixes também no rio Ina, que deságua no Chipamanu a cerca de duas horas de barco acima da Piçarreira. O surubim (também conhecido por surubim-chicote, surubim-lenha e peixe-lenha) é um peixe de couro de grande porte, podendo alcançar mais e 1,50m de comprimento total. Tem o corpo alongado e roliço, a cabeça achatada e mais larga que o resto do corpo. Seu focinho é arredondado. O maxilar superior é maior que a mandíbula deixando aparecer uma placa de dentes diminutos quando a boca está fechada. Tem barbilhões longos. Sua cor é cinza-escuro com uma faixa clara e estreita que se estende da nadadeira peitoral até o meio da nadadeira caudal. Principalmente a região dorsal e as nadadeiras são cobertas por pintas escuras.

Pesca predatória

Os ribeirinhos suspeitam de alguma relação entre esse fenômeno e a constante presença de pescadores naquela região. O fato causa estranheza e preocupação para os ribeirinhos que estão evitando consumir a água do rio por temerem algum tipo de contaminação. As aulas na escola que atende as crianças das comunidades podem ser paralisadas, porque a merenda escolar é preparada com a água do rio.

O diretor-técnico do Imac, Fernando Lima, informou que uma equipe viajou para a região para estudar as causas da mortandade. Constatou-se que os ribeirinhos já vinham enfrentando um grave problema relacionado à pesca predatória praticada por pessoas que chegam de outros municípios, principalmente de Rio Branco. Eles são acusados de retirar farta quantidade de várias espécies de peixes para a venda em restaurantes da capital.

RAIMARI CARDOSO Editor do blog Xapuri Agora .

13
junho
2008

Bacia do Rio São Francisco0


O rio São Francisco nasce no estado de Minas Gerais, e percorre 2.700 quilômetros para o Nordeste.

As principais hidrelétricas do rio São Francisco são Sobradinho, Itaparica, Paulo Afonso e Xingó produzem energia e se transformam em pólos regionais de desenvolvimento para a população.

O rio São Francisco possui 36 afluentes de porte significativo, dos quais apenas 19 são abundantes. Os principais são os da margem esquerda, os rios Paracatu, Urucuia, Carinhanha, Corrente e Grande, que fornecem cerca de 70% das águas em um percurso de apenas 700 quilômetros. Na margem direita, estão os rios Paraopeba, das Velhas, Jequitaí e Verde Grande. A bacia do São Francisco é dividida em quatro regiões: Alto São Francisco, das nascentes até Pirapora-MG; Médio, entre Pirapora e Remanso-BA; Submédio, de Remanso até a Cachoeira de Paulo Afonso; e, Baixo, de Paulo Afonso até a foz no oceano Atlântico.

Na Bacia do São Francisco existem várias espécies de peixes migradores, importantes para as pescarias comerciais e esportivas. Já foram identificadas 152 espécies de peixes nativos da bacia. Entre elas as mais importantes nos rios e lagoas naturais da bacia destacam-se as migradoras, curimatã-pacu, dourado, surubim, matrinxã, mandi-amarelo, mandi-açu, pirá e piau- verdadeiro, e as sedentárias, pacamão, piau-branco, traíra, corvinas, piranha-vermelha e piranha-preta.

Pode-se encontrar muitas espécies de outras bacias hidrográficas, ou mesmo espécies exóticas, entre elas os tucunarés, colocados nos reservatórios de Três Marias e Itaparica, a pescada introduzida em Sobradinho, além de diversas outros peixes colocados na bacia como experimentos de cultivo que são carpas, tilápias, tambaqui, pacu-caranha, apaiari e o bagre-africano.

Um bom local de pesca no São Francisco é na região de Bom Jesus da Lapa, na Bahia, captura-se surubins, dourados, piaus, curimbatás e matrinxãs, outras cidades como Barra e Xique-Xique oferecem bons pontos de pesca.

A melhor época é de maio a outubro, depois das cheias. Os equipamentos são varas de ação média/pesada de 5,6 a 6,0 pés, linhas de 8 a 17 libras, iscas artificiais, de superfície, meia-água e fundo. Outro bom local de pesca é em Aracaju (SE), nas corredeiras do rio São Francisco você captura surubins-pintados e dourados.

12
junho
2008

Bacia do Prata0


Ela tem aproximadamente 3.100.000 de km e é composta pelas hidrovias do Tietê e do Paraná-Paraguai e neste complexo há grandes reservatórios como Jupiá, Ilha Solteira, Porto Primavera, Itaipu e Yaciretá (Paraguai-Argentina). Durante esse trajeto há vários pontos de pesca como o Pantanal Sul, principalmente no Rio Abobral, Rio Miranda, Rio Aquidauana, Rio Taquaral que ficam na região de Aquidauana, Passo da Lontra, Miranda. Na Região pode-se pescar pacus, surubins, dourados, piraputangas, piaçus e muitas outras espécies.

A melhor época para pescar na região é de março a outubro. Os equipamentos são varas médias/pesada de 6 a 6,6 libras. Iscas artificiais de meia-água e colheres. Iscas naturais: tuvira, caranguejo, minhocuçu, massas e frutos da região. Para pesca de profundidade, vara pesada. Na região há vários hotéis e pousadas para todos os gostos.

Já no Rio Paraguai há vários pontos de Pesca como em Cáceres, nessa cidade é realizado o maior torneio de pesca embarcada do mundo, o FIP - Festival Internacional de Pesca, que está nas páginas do Guiness Book of Records. Em Porto Murtinho também é um ótimo local de Pesca. Os materiais utilizados são mesmos da região de Miranda. Em Corumbá há muitos barcos-hotéis a disposição dos pescadores, é uma boa opção para alcançar os pontos mais piscosos. Há diversos hotéis e pousadas.

Em Porto Jofre (MT) há bons pontos de pesca para capturar dourados e piraputangas. Há uma variedade de hotéis, pousadas e barcos-hotéis. Informações pelo telefone (65) 345 1952. No Rio Juruena (MT) há bons locais para se fisgar peixes de escamas como bicudas, cachorras e trairões e de couro, pirararas, surubins e pintados.

A melhor época de pesca é de março a dezembro. Utilize varas médias/pesadas de 6 pés para linhas de 10 a 25 lb e iscas artificiais de superfície, meia-água e fundo. Para pesca de profundidade use equipamento extra-pesado. Informações de turismo (66) 266-2534. Outros rios do Mato Grosso bons de pesca Rio das Mortes, Rio Kuluene, Rio Liberdade, Rio São Lourenço e Rio Piquiri.

No Rio Paraná há bons locais para se pescar tucunarés, como em Pereira Barreto, Represa de Ilha Solteira, Presidente Epitácio. No Rio Grande (MG) também oferece bons resultados de pesca. Há muitas opções de peixes, principalmente na represa de Furnas.

O Rio Uruguai nasce na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina, na junção dos rios Canoas e Pelotas, e possui cerca de 1.500 quilômetros de extensão. O trecho de 625 quilômetros entre Borba e Uruguaiana é navegável. A pesca amadora ainda não é muito praticada na bacia, apesar do grande potencial.

Peixes da Bacia do Prata: abotoado, apaiari, barbado, cachara, cachorra, cachorra-facão, corvina, curimbatá, dourado, jacundá, jaú, jurupensém, jurupoca, lambari, mandi, mandubé, pacu-caranha, pacu-comum, piapara, piau, piauvuçu, pintado, piranha-vermelha, pirapitinga, piraputanga, saicanga, tabarana, traíra e tucunaré.

15
maio
2008

Piauí - Lagoa recebe peixes e canoa0


A Lagoa do Centro Administrativo recebeu cinco mil alevinos doados pela Secretaria de Desenvolvimento Rural. São tambaquis que em 12 meses estarão prontos para serem retirados. Além dos peixes, o lugar recebeu uma canoa doada pelo Corpo de Bombeiros que vai facilitar a pescaria.

O lugar, revitalizado em 2004 pela Secretaria da Administração do Estado, já abriga outros tipos de peixes como tilápias, mandis, branquinhos, surubins, carpas e piaus. Em março passado foi realizada uma pescaria em que foram retirados cerca de 300 quilos de peixes que foram distribuídos para os servidores da Sead.

Segundo o supervisor da lagoa, James Sucupira, a próxima pescaria está prevista para o mês de dezembro e os peixes serão doados para servidores carentes. Ele explica que não serão retirados os peixes doados pela SDR e sim os que já estão no lugar. “Esses doados só estarão prontos para o abate daqui a um ano”.

Fonte: Governo do Estado do Piauí

17
agosto
2007

Uso da ultra-sonografia na determinação do sexo de peixes nativos0


A tuvira (Gymnotus sp.) é uma das espécies mais utilizadas como isca viva no Pantanal e, por isso, está entre os peixes de importância econômica nesta região. Também conhecida como peixe espada, sarapó, carapó e ituí em outros estados brasileiros, é preferida na pesca de peixes nobres, como o dourado (Salminus maxillosus), os surubins (Pseudoplatystoma sp.), o jaú (Paulicea luetkeni), e até de peixes onívoros como os Brycons (piraputanga, piracanjura, matrinxã).

Sua exploração é feita de forma extrativista e, portanto, é potencialmente geradora de impactos nos diversos aspectos estruturais das populações selvagens deste peixe. Embora não tenham sido realizados estudos específicos, tem sido observada uma menor ocorrência de tuviras perto dos centros de distribuição e venda de iscas vivas. Além dos aspectos ecológicos quanto aos possíveis efeitos negativos na dispersão desta espécie, a captura acentuada de tuviras no ambiente natural pode gerar impactos econômicos e sociais, visto que a comercialização de iscas é um importante componente da pesca profissional artesanal no Pantanal, pois gera renda para um grande número de isqueiros na região, que dependem da sua coleta para sobrevivência.
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