5
agosto
2008
Uma pesquisa desenvolvida nos laboratórios da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP demonstra novas possibilidades de inclusão do pescado na dieta do brasileiro. A partir do peixe desidratado, os cientistas produziram sopa e biscoito de pescado que foram testados e aprovados num estudo que avaliou a aceitabilidade e os valores nutricionais dos produtos. A sopa de peixe teve 79% de aceitação entre 100 crianças, de 4 a 7 anos, de creches da Baixada Santista. Já o biscoito foi testado nos laboratórios do Instituto de Pesca em Santos por 40 adultos, obtendo boa aceitação.
“Um dos principais objetivos de nosso projeto é incluir o peixe no dia-a-dia da população, quem sabe na merenda escolar”, afirma a bióloga e pesquisadora científica Cristiane Rodrigues Pinheiro Neiva, que desenvolveu os produtos em sua tese de doutorado apresentada na FSP.
De acordo com a pesquisadora, uma das principais dificuldades de inserção do pescado na alimentação cotidiana é o que ela chama “inadequação da rede de frio”. Na cadeia de produção desses produtos existe a necessidade de conservação a baixas temperaturas. “Sabemos das dificuldades de escolas e asilos por não possuírem, em sua maioria, freezers. No caso dos peixes não basta uma geladeira”, explica Cristiane. O preço do pescado e seu baixo rendimento também acabam sendo outros empecilhos. “Em geral, as melhores espécies são caras e há muito poucas sem espinhos”, descreve a bióloga.
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Publicado em: Culinária / Receitas, Economia, Geral, Meio Ambiente
16
julho
2008
Único no país a realizar este tipo de evento, o Estado de Mato Grosso está exportando, entre outros produtos e modelos de ferramentas de gestão, também o seu modelo de campeonato estadual de pesca esportiva. Segundo a secretária-adjunta de Desenvolvimento do Turismo no Estado, Vanice Marques, recentemente, os Estados do Pará, Tocantins e Amazonas solicitaram informações à Sedtur-MT sobre o modelo de campeonato mato-grossense, com a intenção de realizarem eventos similares.
“Somos o único Estado brasileiro que realiza institucionalmente o campeonato estadual de pesca esportiva e a cada edição, o evento vem envolvendo um público, um número de municípios e de concorrentes, cada vez maiores. Isso demonstra o seu sucesso”, afirmou.
Esta semana, por solicitação da secretária estadual de Turismo do Amazonas, Oreni Braga, o técnico da Sedtur, Geraldo Melo viajou para aquele Estado e realizou uma apresentação do modelo do Campeonato Estadual de Pesca de Mato Grosso para diretores da Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur), órgão institucional do setor e todo o Trade Turístico do Estado.
Vanice Marques observa que todas as despesas decorrentes dessa viajem técnica foram pagas pelo Governo do Amazonas, tais como passagens e hospedagem do técnico, não havendo nenhum custo por parte da Sedtur. “Ficamos muito felizes pelo interesse apresentado por esses Estados e vamos ajudar no que for possível”, ressaltou.
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Publicado em: Campeonatos, Economia, Geral, Meio Ambiente
15
junho
2008
Primeira edição, em 2007, foi realizada com sucesso ampliando a renda das famílias que manejam lagos
O Governo do Acre já está iniciando os preparativos para realização da 2ª Feira do Pirarucu Manejado em Manoel Urbano nos próximos dias 1, 2 e 3 de agosto. A Colônia de Pescadores Z-07 vem recebendo sistemático apoio da Secretaria de Extensão Agroflorestal e produção Familiar (Seaprof) na realização da feira. No ano ano passado, o evento apresentou R$R$8 mil de saldo para cada família participante, resultado da venda de carne salgada e fresca. O quilo da carne salgada foi vendido a R$15 e da fresca, R$10. São parceiro da organização o WWF-Brasil e a Superintendência do Ibama no Acre.
Este ano as áreas com manejo de Pirarucu foram ampliadas de um para três lagos envolvendo seis comunidades que totalizam 62 famílias. Nos dias 23 a 28 deste mês será realizada a contagem visual de pirarucus nos lagos Antonio e Grande. O principal objetivo é avaliar a recuperação do estoque dos lagos e a definição da cota de captura, além do intercâmbio que unirá experiências do médio e alto Rio Purus. Deverão participar técnicos e pescadores da Reserva de Desenvolvimento Sustentável - RDS Piagaçu, Reserva Biológica Abufari, Colônia de Pescadores de Pauini, do Amazonas e Reserva Extrativista do Cuniã, de Rondônia.
De acordo com Carlos Leopoldo, chefe da Seção de Manejo de Lagos da Seaprof, a promoção destes intercâmbios mostram o nível de organização e conhecimento das técnicas de avaliação e manejo participativo que os pescadores e comunitários do grupo de Manejo de Pirarucu de Manoel Urbano conquistaram. Já o especialista em manejo de recurso pesqueiro, Marcelo Crossa, diz que “esta época do ano é ideal para realizar a contagem dos peixes porque o nível do rio está mais baixo e os lagos já se encontram isolados, facilitando a sua avaliação visual no que permitirá a determinação da quota de despesca para este ano“.
O manejo no principal lago em Manoel Urbano teve um incremento de 260% em apenas três anos de trabalho e que há uma instrução do Ibama proibindo a captura, o transporte, a armazenagem e a comercialização do Pirarucu em todo o Estado. Estão permitidos somente os produtos oriundos de piscicultura devidamente registrados, e acompanhados de comprovante de origem, ainda a pesca de caráter científico e a pesca proveniente do manejo de lagos
Fonte = Agência de Notícias do Acre
Publicado em: Feiras / Eventos, Geral, Meio Ambiente
11
junho
2008
Integrantes do SCPesca/MS (Sistema de Controle de Pesca do Mato Grosso do Sul) estão atualizando dados coletados pela Polícia Militar Ambiental em 2004 e 2005 e vão avaliar o conjunto de informações geradas para preparar uma publicação. O trabalho começou nesta segunda-feira, dia 9 de junho, na Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Os últimos dados foram avaliados pelo grupo no ano passado e referem-se a 2003, como informam o pesquisador Agostinho Catella, da Embrapa Pantanal, Selene Peixoto Albuquerque, fiscal ambiental do Imasul (Instituto de Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul) e responsável pelo SCPesca/MS, e Francisca de Albuquerque, fiscal ambiental e gerente de Recursos Pesqueiros e Fauna do Imasul.
O resultado pode ser conferido em ‘publicações on line’ no site da Embrapa Pantanal (www.cpap.embrapa.br).
Os três explicaram todo o processo de análise. O Imasul imprime a guia de controle de pesca, que é entregue ao comando da Polícia Militar Ambiental do Mato Grosso do Sul e repassada aos pelotões e destacamentos dessa instituição.
Policiais ambientais preenchem essas guias ao obter as informações de pescadores – profissionais ou amadores – no ato de vistoria do pescado. “O documento serve como guia de trânsito para que o pescador possa circular com os pescados dentro e fora do Mato Grosso do Sul. Sem ela, os produtos da pesca são considerados irregulares”, explicou Selene.
Todas as guias são organizadas por mês e local de vistoria, antes de ter seu conteúdo digitado em um sistema desenvolvido pela Embrapa Pantanal. Cada guia, que corresponde aos dados de uma pescaria ou de uma transação comercial, é lançada neste sistema, conferida e corrigida, se necessário.
Segundo Agostinho, são obtidas 31 variáveis sobre a pesca a partir das guias, incluindo captura por espécie, por rio, por mês, por categoria de pescador, entre outras. A próxima etapa deste trabalho é gerar tabelas que vão fundamentar toda a análise das informações.
Esse acompanhamento é feito desde 1994 e o primeiro boletim publicado tem dados daquele ano e de 1995. Nesta etapa, o grupo prepara a publicação do 11º boletim, com dados de 2004, visto que houve uma interrupção do sistema no passado.
A coleta de dados, no entanto, nunca parou e o SCPesca/MS já tem os dados de 2006, 2007 e até 2008, que serão analisados no ano que vem.
Outra boa notícia é que o SCPesca/MS deve sofrer uma modernização a partir do próximo ano, com base na estrutura que foi criada para o Siscomp/MT (Sistema de Controle e Monitoramento de Pesca do Mato Grosso). “O sistema do MS tem 14 anos e o do MT tem avanços que serão reproduzidos aqui”, disse Agostinho.
PUBLICAÇÃO
O SCPesca/MS e o Siscomp/MT poderão ser conhecidos em detalhes na edição de junho da revista científica Panamjas (Pan-American Journal of Aquatic Sciences), que traz o artigo “Sistemas de estatísticas pesqueiras no Pantanal, Brasil: aspectos técnicos e políticos”, produzido por Agostinho, Selene, Francisca, Rodrigo de Oliveira Mascarenhas e Edilaine Regina de Mattos Theodoro.
O trabalho mostra como informações contínuas e sistemáticas sobre a pesca são fundamentais para uma gestão adequada dos recursos pesqueiros. Além disso, revela que a implantação e manutenção de sistemas de estatísticas pesqueiras requerem a articulação de vários atores e parceiros.
O artigo pode ser lido em www.panamjas.org.
Fonte = por e-mail
Ana Maio
Jornalista - Mtb 21.928
Área de Comunicação e Negócios-ACN
Embrapa Pantanal
Corumbá (MS)
(67) 3233-2430 ramal 235
Publicado em: Geral, Meio Ambiente
20
maio
2008
Rio de Janeiro - O Brasil poderá participar do novo edital do programa europeu FP7 (7º Framework Programe) que irá disponibilizar, até 2013, 54 bilhões de euros para o desenvolvimento de pesquisas nas áreas de alimentos, pesca, agricultura e biotecnologia.
O assunto está sendo discutido por 20 pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), no workshop Fortalecendo a Colaboração Brasil-União Européia.
A chefe-geral da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Regina Lago, disse que o seminário visa fortalecer a oportunidade de o país trabalhar em projetos financiados pela União Européia (UE). Segundo ela, “o Brasil tem muitas chances, porque a gente tem uma ótima expertise. O que a gente não tem muito é informação adequada e acesso correto na hora correta”.
Durante o encontro, que termina hoje (14), a Embrapa procura mostrar como os pesquisadores nacionais poderão superar as dificuldades, de modo a se articular com especialistas europeus para obter a informação correta. Regina Lago explicou que essa deficiência de informação foi sentida há mais de um ano. Acrescentou que os projetos previstos no FP7 apresentam maior competitividade do que os programas anteriores. “Então, a busca de dinheiro de financiamento, sobretudo para nós, porque é a fundo perdido, é grande. E da parte dos europeus também”.
A Embrapa terá de buscar parceiros europeus para se candidatar à realização das pesquisas. São os pesquisadores europeus que coordenam os projetos. Regina Lago disse que os parceiros preferenciais para o Brasil são os países que conseguem maior nível de aprovação de projetos, entre eles Inglaterra, Alemanha, Holanda, França e Itália.
Os próximos editais do FP7 devem sair em julho, com data-limite para apresentação das propostas à seleção em janeiro de 2009. Já há chance, nesses editais, de os pesquisadores brasileiros participarem, confirmou Lago. Ela lembrou a necessidade de ineditismo nos projetos. “Quando mais inédito, melhor a chance de aprovação”.
A chefe-geral da Embrapa Agroindústria de Alimentos lembrou ainda que os projetos devem apresentar “um diferencial e contribuir de alguma maneira para o que os europeus chamam de bioeconomia, baseada no conhecimento do que é a proposta da União Européia”.
Os projetos devem atender a demandas européias e procurar se inserir nos mesmos níveis de conhecimento. “Em qualquer projeto financiado pela União Européia tem que ter um valor agregado para aquela região”, afirmou Lago.
As pesquisas devem abordar a produção sustentável, qualidade e segurança dos alimentos, e biotecnologia para processamento de produtos não alimentícios. O programa se divide em quatro grandes áreas: cooperação, pesquisa básica, capacitação de pequenas e médias empresas e treinamento de pesquisadores em centros europeus.
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Publicado em: Economia, Geral, Meio Ambiente