24
junho
2008
Os pescadores industriais terão uma linha especial de crédito no próximo Plano Safra, que será lançado no início de julho. O secretário especial de Pesca e Aqüicultura, Altemir Gregolin, confirmou a liberação dos recursos para os financiamentos após reunir-se hoje (24) com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy.
Segundo Gregolin, o governo destinará a essa linha de crédito cerca de R$ 1 bilhão do Programa de Modernização da Agricultura e Conservação de Recursos Naturais (Moderagro). Ao todo serão beneficiadas até 5 mil grandes embarcações, com limite de R$ 200 mil por operação e juros de 6,75% ao ano.
Até agora, o Moderagro atendia apenas à agricultura. De acordo com Gregolin, o financiamento tem como objetivo atender aos pescadores de maior porte, com embarcações de pelo menos 15 metros de comprimento. “O governo oferece diversos tipos de financiamento, que estão sendo complementados por essa linha de crédito específica para os pescadores industriais”, disse o secretário.
Para os pescadores artesanais, Gregolin confirmou que o Plano Safra destinará R$ 500 milhões em financiamentos, mesmo volume dos últimos anos. Os recursos virão do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e deverão beneficiar 600 mil pescadores e 150 mil aqüicultores (produtores de peixes em cativeiro) com renda de até R$ 36 mil por safra.
“Nossa expectativa é que a adesão ao Pronaf siga os padrões dos últimos anos e a linha de crédito seja toda comercializada”, ressaltou o secretário.
O orçamento próprio da Secretaria Especial de Pesca para este ano, informou Gregolin, é de R$ 270 milhões, destinados a investimentos em terminais pesqueiros, unidades de beneficiamento e no apoio à comercialização do pescado. Com os programas operados por outros ministérios e órgãos do governo, no entanto, o secretário estimou que o orçamento total para o setor chegue a R$ 1,5 bilhão neste ano.
Fonte = Agência Brasil
Publicado em: Geral, Meio Ambiente
22
junho
2008
A Companhia Paraense de Turismo (Paratur) promove trabalho de conservação ambiental e desenvolvimento sócio-econômico, por meio do Turismo de Pesca Esportiva, no Sítio Pesqueiro Foz do Rio Jamanxim, na cidade de Itaituba. No dia 10, a Paratur e a prefeitura do município assinaram convênio no valor de R$ 150 mil para estruturação e implementação do sítio pesqueiro.
Segundo a turismóloga da Companhia, Adriana Maués, o trabalho tem como área de abrangência o rio Tapajós, nas proximidades da foz do Rio Jamanxim, onde se encontra o sítio pesqueiro. “Devido ao alto potencial piscoso, vamos capacitar as comunidades da área para receber o turista de pesca, da modalidade amadora ‘Pesque e Solte’. Evitando assim desmatamento, matança de animais, a pesca comercial e exploratória. É um trabalho para geração de emprego e renda, e proteção da fauna e flora local”, explica.
Adriana Maués destaca como principais objetivos do projeto a sensibilização e capacitação das comunidades locais para as questões ambientais, instalação de infra-estrutura de receptivo turístico e de fiscalização ambiental, dotar as comunidades de equipamentos para a atividade turística, realizar estudo de prospecção pesqueira, elaborar a roteirização turística do município, elaborar o Plano de Gestão do Sítio de Pesca Esportiva, incentivar a integração do poder público, da iniciativa privada e comunidades, a criação de um acordo de pesca nas comunidades, além da elaboração de estratégias de divulgação e comercialização dos sítios pesqueiros.
Fonte = Brasilturis
Publicado em: Geral, Meio Ambiente
18
junho
2008
A pesca da sardinha (Sardinella brasiliensis) estará proibida, a partir desta quarta-feira (18), nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Até o dia 6 de agosto os pescadores deverão cumprir o defeso - que é o período em que pescadores artesanais ficam impedidos de trabalhar, por causa da reprodução dos peixes -, informou a Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (Seap).
Os pescadores terão a sobrevivência garantida, neste período de defeso, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Eles receberão o seguro-desemprego, que tem a parcela mensal de um salário mínimo (R$ 415), durante o período em que não poderão pescar sardinhas.
Segundo o Seap, para receber o benefício o pescador deve procurar as superintendências regionais do Trabalho e Emprego (SRTEs), o Sistema Nacional de Emprego (Sine) ou as entidades credenciadas pelo MTE e preencher o formulário de requerimento do seguro-desemprego do pescador artesanal.
De acordo com José Dias Neto, coordenador-geral de Autorização do Uso e Gestão da Fauna e Recursos Pesqueiros do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), “este período [de defeso] é necessário para que as sardinhas possam se reproduzir e crescer o suficiente, para que a pesca não comprometa a manutenção da espécie. Nesse tempo, quem for flagrado pescando ou vendendo o produto fresco poderá ser multado e preso por crime ambiental. A pena chega a três anos de reclusão”, esclareceu.
Dias Neto explicou que a proibição da pesca da sardinha ocorre duas vezes por ano, desde 2003. As pausas acontecem nas fases de maior desova e até que o peixe atinja a fase adulta, com aproximadamente 17 centímetros. De acordo com o Ibama, a pesca da sardinha no país atingiu 228 mil toneladas por ano em 1973.
“Em 2002, a pesca caiu para 18 mil toneladas anuais. Desde 1987, com exceção de 1997, os patamares estão abaixo de 100 mil toneladas. Com o defeso duplo, o Ibama espera um aumento para 120 mil toneladas”, disse Dias Neto.
Da Agência Brasil
Publicado em: Geral, Meio Ambiente
15
junho
2008
Ingredientes :
1 Kg de batata doce;
8 paçocas;
500 g de ração de peixe triturada (as mesmas utilizadas para alimentar os peixes em pesqueiros - GUABI),
3 xícaras de açúcar;
farinha de mandioca (o necessário para dar liga).
Modo de preparar :
Cozinhe a batata-doce, deixe esfriar e retire a casca. Faça um purê, misture as 8 paçocas , a ração triturada e o açúcar. Misture bem. Se você perceber que a consistência não ficou boa, acrescente um pouco de farinha de mandioca até dar liga.
( Atenção !!! Quanto menos esfarelar, melhor será a massa).
Guarde-a na geladeira para que não azede.
Publicado em: Dicas, Geral, Massas para pesca
11
junho
2008
Integrantes do SCPesca/MS (Sistema de Controle de Pesca do Mato Grosso do Sul) estão atualizando dados coletados pela Polícia Militar Ambiental em 2004 e 2005 e vão avaliar o conjunto de informações geradas para preparar uma publicação. O trabalho começou nesta segunda-feira, dia 9 de junho, na Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Os últimos dados foram avaliados pelo grupo no ano passado e referem-se a 2003, como informam o pesquisador Agostinho Catella, da Embrapa Pantanal, Selene Peixoto Albuquerque, fiscal ambiental do Imasul (Instituto de Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul) e responsável pelo SCPesca/MS, e Francisca de Albuquerque, fiscal ambiental e gerente de Recursos Pesqueiros e Fauna do Imasul.
O resultado pode ser conferido em ‘publicações on line’ no site da Embrapa Pantanal (www.cpap.embrapa.br).
Os três explicaram todo o processo de análise. O Imasul imprime a guia de controle de pesca, que é entregue ao comando da Polícia Militar Ambiental do Mato Grosso do Sul e repassada aos pelotões e destacamentos dessa instituição.
Policiais ambientais preenchem essas guias ao obter as informações de pescadores – profissionais ou amadores – no ato de vistoria do pescado. “O documento serve como guia de trânsito para que o pescador possa circular com os pescados dentro e fora do Mato Grosso do Sul. Sem ela, os produtos da pesca são considerados irregulares”, explicou Selene.
Todas as guias são organizadas por mês e local de vistoria, antes de ter seu conteúdo digitado em um sistema desenvolvido pela Embrapa Pantanal. Cada guia, que corresponde aos dados de uma pescaria ou de uma transação comercial, é lançada neste sistema, conferida e corrigida, se necessário.
Segundo Agostinho, são obtidas 31 variáveis sobre a pesca a partir das guias, incluindo captura por espécie, por rio, por mês, por categoria de pescador, entre outras. A próxima etapa deste trabalho é gerar tabelas que vão fundamentar toda a análise das informações.
Esse acompanhamento é feito desde 1994 e o primeiro boletim publicado tem dados daquele ano e de 1995. Nesta etapa, o grupo prepara a publicação do 11º boletim, com dados de 2004, visto que houve uma interrupção do sistema no passado.
A coleta de dados, no entanto, nunca parou e o SCPesca/MS já tem os dados de 2006, 2007 e até 2008, que serão analisados no ano que vem.
Outra boa notícia é que o SCPesca/MS deve sofrer uma modernização a partir do próximo ano, com base na estrutura que foi criada para o Siscomp/MT (Sistema de Controle e Monitoramento de Pesca do Mato Grosso). “O sistema do MS tem 14 anos e o do MT tem avanços que serão reproduzidos aqui”, disse Agostinho.
PUBLICAÇÃO
O SCPesca/MS e o Siscomp/MT poderão ser conhecidos em detalhes na edição de junho da revista científica Panamjas (Pan-American Journal of Aquatic Sciences), que traz o artigo “Sistemas de estatísticas pesqueiras no Pantanal, Brasil: aspectos técnicos e políticos”, produzido por Agostinho, Selene, Francisca, Rodrigo de Oliveira Mascarenhas e Edilaine Regina de Mattos Theodoro.
O trabalho mostra como informações contínuas e sistemáticas sobre a pesca são fundamentais para uma gestão adequada dos recursos pesqueiros. Além disso, revela que a implantação e manutenção de sistemas de estatísticas pesqueiras requerem a articulação de vários atores e parceiros.
O artigo pode ser lido em www.panamjas.org.
Fonte = por e-mail
Ana Maio
Jornalista - Mtb 21.928
Área de Comunicação e Negócios-ACN
Embrapa Pantanal
Corumbá (MS)
(67) 3233-2430 ramal 235
Publicado em: Geral, Meio Ambiente