23
julho
2008

Pesca predatória mantém ameaça sobre a lagosta0


Apesar de proibida, a pesca com redes e compressores continua intensa nos mares cearenses

Pesca da lagosta é permitida apenas com os manzuás. Na contramão das exigências ambientais, a pesca predatória da lagosta ainda é uma realidade nos mares do Ceará. De acordo com a Associação dos Pequenos e Médios Armadores da Pesca de Fortaleza, cerca de 80% das embarcações litoral afora pescam com redes caçoeiras, compressores e marambaias. “Onde tem menos pesca predatória é em Fortaleza e Parajuru“, afirma João Cláudio, presidente da Associação que conta com aproximadamente 60 embarcações filiadas.

Quem está cumprindo a legislação, de utilizar apenas mazuás, reclama e ameaça ter que parar a atividade, tanto pela falta de fiscalização por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), quanto pelo baixo preço do crustáceo no mercado internacional. “Parar a pesca significa uma média de sete pescadores desempregados por cada embarcação. É um problema social muito grande. E ainda tem o problema do preço. As indústrias alegam que os Estados Unidos estão em crise e comprando pouco“, explica João Cláudio, ressaltando que os armadores investiram em manzuás, sendo que em dois meses ainda não tiveram retorno financeiro do que foi investido.
Infrações

O Ibama confirma que o número de infrações é grande no Estado. Atualmente, há um reforço na fiscalização do litoral leste e de lá passarão para o oeste principalmente por conta dos ventos, que inviabilizam os trabalhos dos fiscais, menos acostumados com adversidades no mar, se comparado aos pescadores. “Fazemos um trabalho de formiguinha. Para apreender embarcações irregulares precisamos de flagrante“, conta Rolsram Cacho, coordenador de fiscalização do Ibama. Cacho complementa que os barcos irregulares são “organizados” no sentido de possuírem sistema de GPS e rádio, facilitando informações sobre o perigo da fiscalização. A multa em caso de flagrante vai de R$ 700 a R$ 100 mil, dependendo da quantidade de crustáceos apreendidos e do tipo de equipamento utilizado na pesca.

O coordenador afirma que no Estado cerca de 3 mil barcos fazem a pesca da lagosta, sendo que apenas 1,9 mil possuem permissão do Ibama para a atividade, com 104 pontos de desembarque. “Alguns barcos são clonados. Pintam da mesma cor, com a mesma numeração para que a licença seja válida para mais de um barco. O próprio setor não colabora“, diz.

Cacho calcula que no Ceará o Ibama possui 12 fiscais, sendo cerca de oito apenas para atividades no mar, muitas vezes em parceria com a polícia ambiental. Em alguns lugares, como em Redonda, no litoral leste, os próprios pescadores cederam uma embarcação para ajudar o Ibama na fiscalização. Cacho sugere o mesmo para Fortaleza. João Cláudio, no entanto, diz que a medida já foi tentada, mas a burocracia dificulta o processo. De acordo com o Ibama, este ano já foram apreendidos 86 mil metros de rede caçoeira, 1,6 mil quilos de lagosta pequena, pescada no período do defeso, e cinco compressores.

EMAIS

- Os armadores de lagosta reclamam, ainda, do preço do crustáceo. Segundo a associação, os compradores (exportadores) compram o quilo por R$ 40. Há seis meses, custava R$ 72 e há um ano, R$ 100.

- Outro problema enfrentado pelo setor é a exigência da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) de que as carteiras de trabalho dos pescadores sejam assinadas, com risco de multa de R$ 10 mil por pescador. “A maioria dos pescadores acima de 50 anos são contrários, pois terão prejuízo na aposentadoria”, diz João Cláudio, presidente da Associação dos Armadores.

- A pesca com manzuá é permitida por ser a que menos agride ao meio ambiente. As redes pegam inclusive as lagostas pequenas, antes da fase de reprodução. Já a marambaia é um tipo de tambor que aprisiona a lagosta. A retirada do crustáceo é feita com a ajuda de um compressor.

Fonte = O Povo / Dalviane Pires

12
maio
2008

Parnaíba - Ibama apreende 23 quilos de lagosta no litoral0


Com o apoio da Polícia Militar o Ibama realizou na última quinta-feira, 08, a apreensão de 23 quilos de lagosta, na operação denominada “Impacto Profundo” foi apreendida também uma embarcação que estava sendo utilizada para a pesca. No barco haviam quatro tripulantes, eles usavam equipamento de mergulho proibido para a captura do crustáceo.

Segundo o Ibama, a embarcação é do município de Luís Correia e foi flagrada próxima à Praia do Coqueiro. O proprietário do barco foi autuado e multado em 30 mil reais, a lagosta será doada à instituições de caridade já cadastradas junto ao Ibama de Parnaíba.

O período do defeso da lagosta teve início dia primeiro de janeiro e termina em 31 de maio, a operação Impacto Profundo foi deflagrada a partir de 16 de abril e consiste na realização de fiscalizações no litoral brasileiro onde existe o crustáceo.

2
novembro
2007

Curso e seguro desemprego para pescadores0


Os pescadores de lagosta que até o ano passado exerciam a atividade e, com ordenamento realizado pelo governo federal estão fora vão ser recompensados em duas frentes: cursos e seguro desemprego. As inscrições para os cursos estão abertas até o dia 7, do corrente nas colonias de pescadores em todo o litoral. “Já no dia 8, a relação dos inscritos deverão ser encaminhadas à Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca, em Fortaleza”, destaca Reginaldo Vasconcelos, do escritório da SEAP.

De acordo com o cronograma estabelecido dois cursos estão sendo ofertados aos pescadores do Ceará: alfabetização e qualificação profissional. “Em ambos os trabalhadores da pesca terão noções sobre meio ambiente e, cidadania. Os dois cursos foram divididos em módulos, a fim de que todo o conteúdo seja apreendido pelos participantes”, poderou Vasconcelos.

Cada pescador inscrito em qualquer dos dois cursos perceberá uma ajuda no valor de 380 reais durante o período em que estiver assistindo aulas. “A previsão é de três meses com o pescador recebendo certificado”, revelou Reginaldo Vasconcelos, mais uma vez. As aulas do primeiro módulo dos dois cursos começarão no próximo dia 3 de dezembro. Outras informações podem ser obtidas no escritório da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca, situada à avenida dos Expedicionários, 3.442 - Benfica, em Fortaleza.

27
setembro
2007

Pescadores terão direito à indenização0


Pescadores de lagosta garantiram o direito à indenização da União na entrega das redes do tipo caçoeira, proibidas pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). O governo federal converteu a Medida Provisória 372/07, aprovada em 28 de agosto passado no Congresso Nacional, na lei 11.524/07.

Os proprietários terão o prazo de 30 dias, após regulamentação da lei, para entregar as redes, recebendo no ato o valor a que têm direito, mediante recibo. As caçoeiras ou quaisquer outros apetrechos e equipamentos de pesca apreendidos pelos órgãos de fiscalização não serão objeto do pagamento de indenização. Estima-se que cerca de 4.200 pescadores serão beneficiados, somente no Estado do Ceará.
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24
setembro
2007

Ibama deflagra ação simultânea de fiscalização da pesca da lagosta no ES0


Nesta segunda-feira (24), o Ibama deflagrou a Operação Lagosta Legal, uma ação sincronizada de fiscalização da pesca da lagosta no litoral do Espírito Santo. A operação, realizada em conjunto com a Marinha do Brasil, conta também com a participação das Polícias Federal, Polícia Rodoviária Federal, Civil e Militar. A ação acontece simultaneamente ao longo do litoral do Amapá ao mar capixaba.

De acordo com o Ibama, a idéia é realizar uma ação de caráter preventivo ao impedir a captura e o desembarque ilegal de lagostas das espécies verde e vermelha. Também são alvos da fiscalização outras fases da cadeia produtiva como a comercialização e a exportação do crustáceo.
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