setembro
2008
Comunidade Amantes da Pescaria - Orkut1
Video produzido pelo Zoroastro da Comunidade Amantes da Pescaria no orkut, mostra as fotos de alguns pescadores.
Video produzido pelo Zoroastro da Comunidade Amantes da Pescaria no orkut, mostra as fotos de alguns pescadores.
Ação civil pública que resultou na condenação da empresa pelo Tribunal Regional Federal, em Porto Alegre, foi movida pelo Instituo Sea Shepherd.
Porto Alegre, RS - A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região confirmou hoje (29/4), por unanimidade, a sentença que condena a Pescados Amaral a pagar indenização de R$ 97,5 mil pela prática de pesca predatória com redes de arrasto a menos de três milhas da costa do Rio Grande do Sul. Além da indenização, cujo valor deverá ser corrigido e atualizado, foi fixada multa no mesmo valor para cada oportunidade em que qualquer embarcação da empresa seja flagrada praticando a pesca de arrastão em local proibido.
O Instituto Sea Shepherd Brasil ingressou com ação civil pública contra a Pescados Amaral pelos danos causados ao meio ambiente em agosto de 2000 pelos barcos Amaral IX e Amaral X, de propriedade da empresa. Na ação que denominou “Operação X”, a ONG mobilizou 15 voluntários, locou uma embarcação de um pescador de Tramandaí e utilizou um plandador do Aeroclube de Osório. A embarcação, com os voluntários e dois Oficiais da Patrulha Ambiental (Patram), fez a abordagem das duas embarcações em alto mar, pintando o casco dos barcos com tinta vermelha para ajudar na identificação ao retornarem ao porto de Tramandaí.
A Patram lavrou o Auto de Infração, anexando fotos, filmagens e testemunhos, graças ao trabalho dos voluntários, pelo ar, terra e mar da Sea Shepherd, relata o advogado da ONG, Cristiano Pacheco. “Este é um problema antigo e gravíssimo no Estado e a ONG estava cansada da inoperância do Poder Público. A pesca predatória de arrasto é a principal responsável pela destruição dos ecossitemas marinhos e pelo fim das Cooperativas de Pesca no RS, onde mais de oito mil famílias dependem da pesca, direta e indiretamente”, disse o advogado.
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Olá Pessoal!
Fui passear em Salvador-BA e aproveitei para agendar um dia de pesca com o guia Júlio da Ceminha Fishing. Foi um dia fora de série, muito bom mesmo, apesar da chuva toda que caiu mas pelo menos os peixes estavam por lá…
Pra mim foi a primeira experiência com JJ em lugares tão fundo, só tinha jigado até 40 metros no máximo. Nós jigamos em lugares que variavam de 100 a 120 metros!
Bem, o dia começou com uma navegação um pouco complicada para passar pela barra, é um local mais raso e as ondas levantam mais, a sensação que tive é que era o encontro de duas correntes… Depois de 1 hora e pouco de navegação chegamos ao primeiro ponto de pesca. Logo após algumas explicações descemos as iscas e começamos a trabalhar… Tentamos alguns pontos até que não demorou muito começaram as ações. Ao todo foram 7 ações!
O primeiro peixe foi engatado por mim. Nesse momento eu estava usando um molinete e meu pai estava com a elétrica, só tinhamos uma elétrica no barco. Assim que senti o peso demorou um pouco e deu duas levadas de linha bonita. O guia nessa hora gritou: “é ele, é ele!!!”. Pois bem, começei a trabalhar e a levantar o bicho. Por algum discuido ou azar na metade do caminho o bicho soltou da isca… Nessa hora fiquei pensando: “Putz, daria tudo pra ter esse bicho novamente na ponta da linha!”… Nesse não deu nem tempo de começar a filmar!!!
Depois de um tempinho, mudamos de lugar novamente, troquei de equipamento com meu pai e começei a pescar pela primeira vez com a elétrica. Pois bem, depois de 4 descidas entra um gigante na linha. Putz, eu não sabia o que fazer, eu com aquela carretilha toda maluca na minha mão e um bicho que tomava linha a vontade em baixo. O freio da carretilha estava no máximo, não dava pra bobiar muito senão ia todo equipamento pra água… Pois bem, dessa vez eu pensei: “Esse bicho eu tenho que subir, não vou bobiar dessa vez!”. Dito e feito, trouxe o bicho até em cima, porém, por algum discuido novamente, o bicho acabou soltando do lado do barco. Pelo cálculo de todos, esse peixe devia ter uns 30 kg. Esse deu tempo de fazer um vídeo de um pedaço da briga até sua “soltura”:
Depois dessa briga e do fracasso novamente o desanimo bateu geral! Agora pensei: “Tive tudo nas mãos e joguei fora a chance de bater aquela foto tão esperada!”. Mas, depois de muitos lamentos, fomos a luta novamente. Nessa hora entreguei a elétrica pro meu pai, que até esse momento não havia sentido nenhum ataque, e voltei pro molinete. Depois de algumas trocas de lugares, quando paramos num novo ponto foi descer a isca, dar 4 toques com o JJ e já engatou o bicho. Dessa vez o guia também engatou um junto comigo… O peixe do guia tomou linha pra caramba e acabou estourando a linha depois de uns 3 minutos. Pensei que iria acontecer a mesma coisa comigo, pois o Aluma estava sendo castigado e a linha estava indo toda embora… Porém, dessa vez a sorte estava do meu lado, não afrouxei o peixe e trouxe ele até em cima! Resultado, um Olho de Boi de 22 Kg que foi pra foto para alegria de todos!!! Segue o video da parte final da briga:
Até então meu pai não havia nem sentido o gostinho de uma cutuca no JJ dele. Mas foi nos finalmente que até em que fim entrou um Olho de Boi de 8Kg na linha dele… A briga foi muito fácil, comparada com o olho de boi que fugiu do lado do barco. Foi ai que vimos que aquele olho de boi realmente era grande… Segue o vídeo da captura desse Olho de Boi:
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Por =João Lara Mesquita
Nessa sexta-feira os grandes jornais repercutiram um estudo publicado pela revista Science mostrando que “não há uma gota de água nos oceanos que não tenha sido afetada de alguma forma pela ação do homem” (Estado, 15/2, A20).
De acordo com os cientistas, que usaram dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), neste primeiro levantamento global sobre o impacto humano sobre os mares, 41% da superfície oceânica está sob forte pressão de atividades humanas, como pesca excessiva e poluição, e corre sério risco de se transformar em deserto de vida inanimada.
Os dados são dramáticos, mas não surpreendem. Recentemente a ONU alertou que, nos últimos 15 anos, dobrou a quantidade de zonas mortas no mar. Hoje seu número é estimado em cerca de 150. São áreas cujos tamanhos variam entre 2 km² até 70 mil km², e nelas não existe oxigênio para que haja vida. Por isso, para a ONU, a pesca industrial tem data para acabar: o ano de 2048.
Esses dados impressionantes foram a mola propulsora que me induziram a uma grande viagem. Durante dois anos desci a costa brasileira de veleiro, do Rio Oiapoque ao Arroio Chuí, produzindo 90 documentários para a TV Cultura, para a série Mar Sem Fim. Durante a jornada, que começou em 2005 e terminou em 2007, navegamos cerca de 6.200 milhas (ou 11.500 km) sempre rente à costa, entrando em todas as baías e enseadas, e demandando a barra de quase todos os rios, numa ousada tentativa de fazer um levantamento socioambiental da zona costeira brasileira, chamando a atenção da opinião pública para seu abandono, ocupação predatória e potenciais danos.
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O fenômeno natural da decoada, como é chamado popularmente, deve começar a ocorrer em março se o nível do rio Paraguai continuar subindo no ritmo dos últimos dias, de 2 cm a 4 cm ao dia. Ele provoca a deterioração da qualidade da água dos rios e, conseqüentemente, a mortandade de peixes no Pantanal. A informação é da pesquisadora Débora Calheiros, da Embrapa Pantanal.
Segundo ela, a decoada ocorre todos os anos, mas a intensidade é variada, pois depende da forma como se comporta o rio Paraguai na seca e na cheia subseqüente. Ocorre com alta magnitude quando há uma seca pronunciada (como foi a de 2007) seguida de uma enchente mais rápida e também pronunciada.
“Temos uma decoada intensa quando o nível do rio Paraguai atinge 3,5 metros (pela régua de Ladário) no começo de fevereiro”, explicou Débora. Como neste ano a enchente não está tão intensa, prevê-se que o fenômeno deva ocorrer de forma moderada. Nesta quarta-feira, dia 13, o nível do rio estava em 2,80 metros.
A última decoada considerada de magnitude elevada ocorreu em 1995, quando o rio Paraguai teve a terceira maior cheia do século passado. De acordo com Débora, decoadas intensas podem provocar a mortandade de indivíduos de todas as espécies de peixes. Quando a intensidade é menor, algumas espécies apresentam adaptações que conferem maior resistência, como o pacu, por exemplo, que desenvolve um lábio mais grosso na parte inferior da boca para melhorar a eficiência na tomada de oxigênio na superfície durante a decoada.
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