Período de pesca da sardinha termina dia 1º de novembro

Pescadores reclamam do baixo preço da venda da sardinha para mercados consumidores

ANGRA DOS REIS
A pesca da sardinha este ano na cidade não deverá superar a do ano passado, que somou pouco mais de 26 toneladas do pescado. No primeiro período de pesca deste ano, entre fevereiro e junho, foram capturadas seis mil toneladas de sardinha. No segundo período, de agosto até este mês, foram pescadas mais 14 mil toneladas.

Hoje em Angra existem cerca de 30 barcos em atividade, cuja capacidade gira em torno de 15 a 20 toneladas de pescado. Uma das causas para a menor produção em relação ao ano passado seria o mau tempo e o longo período de chuvas na região, como informou o gerente da Subsecretaria de Pesca do município, Mauro Rosa.
Os pescadores reclamam do baixo preço da venda da sardinha para mercados consumidores. “É muito trabalho e pouco dinheiro, já que chegamos a ficar uma semana em alto mar em uma rotina diária de até 12 horas de pesca para vender a sardinha por R$ 0,50 o quilo”, diz o mestre de embarcação Roberto Sílvio Corrêa.

Outra reclamação dos armadores de pesca é quanto à falta de auxílio para a categoria, que duas vezes por ano é obrigada a suspender a atividade por causa do período de defeso. “Os pescadores da produção industrial, que vivem da pesca da sardinha, não são beneficiados com o salário defeso, que é oferecido apenas a pescadores artesanais. Se vivemos exclusivamente da pesca, também deveríamos ser beneficiados pelo auxílio”, compara o pescador Roberto Corrêa.

O gerente de Pesca Mauro Rosa disse que o pedido dos trabalhadores já foi encaminhado para o Ministério da Pesca para atender à categoria. “Estamos trabalhando junto ao Ministério da Pesca, em Brasília, pelo salário defeso para pescadores embarcados que possuem a carteira assinada. Esta é uma reivindicação da classe que está sendo discutida há seis meses em atendimento aos pescadores”, garante Rosa.

Quanto ao baixo valor de comercialização da sardinha, Mauro Rosa explica que a variação na produção do pescado implica no valor de comercialização do produto. “O primeiro período de produção deste ano foi menor e, consequentemente, o preço para comercialização melhorou. É a lei da oferta e da procura. Já neste segundo período de produção o preço caiu por conta da grande oferta do produto”, explica.

Outro aspecto que interfere no valor comercial da pesca da sardinha é em função do gelo, que é muito caro, e do consumo de óleo, que não é subsidiado para pescadores do município pela falta de um sindicato da categoria. Segundo Mauro Rosa, a produção de sardinha em Angra tem chegado a esse patamar devido às grandes empresas de pesca de Santa Catarina em atividade na região.

Se dependesse apenas da frota de Angra não atingiríamos esse valor de produção. Por outro lado, a vinda dessas embarcações acaba inchando demais o mercado da região, aumentando muito a oferta e diminuindo o preço do produto. Esse fato também compromete a estrutura para atender todas as embarcações e, às vezes, chega a causar indignação para os armadores locais”, afirma Mauro Rosa.

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