Parques marinhos são vítimas da pesca

Programa do Instituto de Pesca mapeia áreas em que há presença de petrechos de pesca.

Limpeza marinha e isolamento de materiais fazem parte da ação.

O mapeamento de dois parques marinhos da Baixada Santista revela que a atividade pesqueira pode ser uma das responsáveis pelos danos ao fundo do mar.

Intitulado Petrechos de Pesca Perdidos no Mar, o projeto orientado pelo Instituto de Pesca e pela Fundação para a Conservação de Proteção Integral indica a presença de petrechos como linhas, varas, iscas ou redes tanto no Parque Estadual Marinho Laje de Santos, quanto no Parque Estadual Xixová-Japuí.

Segundo o pesquisador do Centro de Pesca Marinho, do Instituto de Pesca, Luiz Miguel Casarini, os locais foram escolhidos por se tratarem de áreas de proteção ambiental. “Temos ideia de expandir para outros parques, como as estações Tupiniquim e Tupinambá. São lugares em que esperamos encontrar muito material”, diz.

De acordo com Casarini, o mapeamento é feito por meio de side-scan, que identifica com antecedência as regiões mais prejudicadas. Durante o mergulho, os materiais são recolhidos e classificados como petrechos ou não. “O que não pode ser reciclado, por razões de desgaste do tempo, é encaminhado para incineração depois da classificação. Há casos também em que não é possível retirar o material, já que o dano ambiental seria maior. Em outras situações, apenas neutralizamos os petrechos para que não causem a morte dos animais”, afirma o pesquisador.

Casarini afirma que o principal objetivo do projeto não é coletar grandes quantidades de materiais, mas identificar as áreas prejudicadas e fazer um alerta sobre a situação.

A estimativa da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) é de que cerca de 640 mil toneladas de petrechos de pesca sejam recolhidos anualmente em todo o mundo.

350 kg de petrechos de pesca foram coletados de 0,36% da área de 5 mil ha da Laje de Santos, no início do ano

A próxima ação do projeto está prevista para o dia 15 deste mês, novamente na Laje de Santos.

http://www.pesca.sp.gov.br

Veja também

Goiás – Lei da Cota Zero será renovada por mais três anos

Os rios goianos são, sem dúvida, um dos maiores patrimônios de Goiás. A biodiversidade e …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Verificação Segurança (obrigatorio) * Time limit is exhausted. Please reload CAPTCHA.