Para onde vai a tilápia

Centro de Comunicação do Instituto de Pesca, agosto 2007

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O Brasil dispõe de tecnologia para desenvolver um bom programa de produção de tilápias. O consumo per capita nacional está abaixo da metade do recomendado pelo organismo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Há formas de aumentar o consumo interno de pescado, mas essa discussão não é o propósito do artigo “Para onde vai a tilápia”, de autoria de Fábio Rosa Sussel, sussel@aptaregional.sp.gov.br, pesquisador científico da APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios) do Médio Paranapanema (SP). O artigo completo encontra-se no site www.pesca.sp.gov.br, item “Textos Técnicos”.


O que se observa, do ponto de vista da economia da atividade, é que a produção nacional pode se voltar mais para o mercado externo. Antes de investir na criação de tilápias é preciso conhecer o mercado consumidor, observa Fábio Sussel. Cada opção de escoamento da produção tem suas peculiaridades tanto na forma de apresentação do produto (peixe vivo, congelado, resfriado ou processado) quanto no preço e nos riscos.

Os preços são mais elevados no mercado nacional, mas o volume comercializado é relativamente pequeno e existe acentuada sazonalidade na demanda do produto. O mercado internacional tem preços menores, porém comercializa em grandes quantidades e tem demanda distribuída ao longo do ano.

A produção nacional de tilápias caminha a passos largos para um modelo empresarial, deixando de ser uma atividade secundária. Em alguns empreendimentos, a tilapicultura é a única fonte de recursos da empresa. O Brasil conta com 11 frigoríficos abatendo peixe cultivado e grandes criatórios produzindo volumes elevados.

Se o mercado doméstico se aproxima do limite, o contrário ocorre com a capacidade e com as condições de produção. Há muito espaço para expansão no Brasil. A demanda mundial é grande, mas a exportação de pescado esbarra em dois obstáculos: a taxa cambial e a concorrência de outros países produtores, revela o pesquisador Fábio.

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