Ministro vistoria andamento das obras de abatedouro de pescado em Anhembi, no interior de São Paulo

Uma nova alternativa de renda começa a ganhar forma em Anhembi, município do interior de São Paulo, na região de Piracicaba e Botucatu. Com investimentos de R$1.142 mil do Ministério da Pesca e outros R$42 mil da prefeitura local, está em ritmo adiantado a obra do novo abatedouro de pescado, com capacidade para processar até sete mil quilos por dia, produção que virá em um primeiro momento da pesca em lagos e barragens de hidrelétricas da região. No futuro a intenção é também abastecer o frigorífico com pescado produzido em tanques-rede. A obra será concluída ainda neste ano. O ministro da Pesca, Altemir Gregolin, visitou as obras na última terça-feira, 20/07.

Toda a estrutura física para recepção, beneficiamento e conservação do pescado terá 1.450 metros quadrados. Na região de Anhembi está localizado o reservatório de Barra Bonita, barragem do Estado que tem grande produção de pescado. Mais de 4 mil pescadores e piscicultores vivem da atividade, produzindo corvina, pacu, tilápia, corimba, cascudo e piau.

A perspectiva das lideranças da região é que a nova estrutura gere empregos e agregue renda ao pescado, que atualmente é vendido in natura por um preço muito baixo, ou revendido a intermediários. A região se caracteriza por grandes propriedades que trabalham com cana de açúcar, eucalipto e laranja.

A pesca pode ser uma alternativa para beneficiar as famílias de baixa renda. Mas além da pesca, estuda-se a viabilidade do investimento em piscicultura, seja com a produção em tanques-rede nos lagos, quanto com o cultivo em tanques escavados.
O prefeito de Anhembi, Rui Ferreira, resume a obra do abatedouro como “um sonho que a gente sonhou por muito tempo, e que parecia quase impossível”. Já o ministro da Pesca, ao destacar a importância da obra, fez um alerta: “Precisamos estruturar a produção de pescado nesta região, agregando valor, com a carne, a pele, a polpa do peixe. E para isso eu quero o compromisso das prefeituras, de toda a região, para que aqui seja um centro irradiador deste processo, com o apoio e o investimento de todos”.
EMBRAPA – Em Campinas, o ministro esteve na Embrapa Monitoramento por Satélite, onde manteve reunião com chefe-geral da unidade, Mateus Batistella. A Embrapa faz o monitoramento do andamento de mais de 100 obras do PAC do Governo Federal.
Na visita à unidade, o ministro conheceu toda a estrutura e buscou subsídios para que o serviço da instituição possa ser utilizado pelo ministério. Com o monitoramento por satélite, poderá ser possível, por exemplo, fazer estudos e demarcação dos parques aquícolas em lagos e barragens para a produção de peixes em tanques-rede.

Outra ação poderá ser a verificação do andamento da ocupação dos lotes em cada lago ao longo do tempo de ocupação do espaço, seja das áreas destinadas a pescadores ou a empresários produtores na aqüicultura. Na reunião, entre Batistela e o ministro, ficou estabelecido que técnicos da Embrapa e do Ministério da Pesca vão se encontrar para estabelecer as formas de trabalho conjunto e as possibilidades de monitoramento para aprimorar o trabalho governamental no tocante à produção aquícola.

SANIDADE – Também em Campinas, o ministro palestrou na abertura do XI Encontro Brasileiro de Patologistas de Organismos Aquáticos (Enbrapoa). O encontro debateu os desafios em aumentar a produção aquícola com o menor impacto ambiental e, desta forma, evitar a ocorrência de patógenos, ou seja, a relação entre o processo produtivo e a sanidade.

“Precisamos estar sempre investindo para aprimorarmos o sistema de cultivo, de manejo, a densidade, porque em suma todo o processo produtivo do pescado passa por educação e conhecimento”, resumiu Gregolin, ao destacar que o Ministério da Pesca está investindo atualmente R$25 milhões de reais em pesquisa, formação e demarcação de parques aquícolas. “Nossos investimentos no conhecimento e na pesquisa nos últimos seis anos ultrapassaram os R$80 milhões”, sintetizou o ministro.

MPA

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