Investimentos de R$9 milhões do Ministério da Pesca tornam realidade uma escola técnica-modelo em processamento de pescado no Espírito Santo

Uma escola que será referência para o Espírito Santo e para o Brasil. Assim autoridades, professores e pescadores de Piúma, no Espírito Santo qualificaram o Centro Tecnológico de Aquicultura e Pesca (IFes/Ipiuma) recém-inagurado e que vai ao longo dos próximos anos ter até 1.200 alunos de ensino técnico, superior e pós-graduação. Graças a investimentos do Ministério da Pesca e a parceria com o Instituto Técnico Federal do Estado capixaba, foram investidos R$9,6 milhões na escola. O ministro da Pesca, Altemir Gregolin, esteve presente ao ato de inauguração da escola técnica.

Os cursos irão desde processamento de pescado, aproveitamento de sub-produtos, industrialização e agregação de valor ao produto. “Essa escola vai preservar a nossa tradição e colaborar para o desenvolvimento da nossa cidade e da nossa região”, lembrou o prefeito de Piúma, José Ricardo Costa.

O ministro Altemir Gregolin lembrou da evolução de cursos técnicos no país, que eram apenas cinco até 2003 e até o final já serão 70 cursos. “Estamos fazendo uma verdadeira revolução na área da educação na pesca”, resumiu, destacando que o Ministério da Educação definiu 2010 como o Ano do Ensino da Pesca no Brasil. “É importante o crédito, a produção, a comercialização, o consumo, mas nada disso se consolida e se desenvolve sem a preocupação e o investimento em formação, em conhecimento”, justifica Gregolin.

A nova escola técnica vai atender prioritariamente a região da costa Sul do Estado, onde estão localizados os municípios de Anchieta, Piúma, Itapemirim, Marataízes e Presidente Kennedy. Juntos, estes municípios concentram 40% dos pescadores do Estado, 50% das embarcações e 60% da produção de pescado capixaba.

FÁBRICA DE GELO – Em Marataízes, também no Espírito Santo, o ministro inaugurou uma fábrica de gelo, obra que teve investimentos de R$348 mil do ministério. Com a nova estrutura os mais de 2.500 pescadores do município – 4 mil ao todo na região – vão reduzir os custos com o gelo em 50%.

Com menos custos, reduz-se o preço do pescado para o consumidor e aumenta a margem de lucro para quem pesca. Gregolin lembrou que em todo o Brasil já foram instaladas 200 fábricas de gelo. “Isso só é possível porque o nosso governo passou a ter uma política, uma ação estruturante, em um setor que historicamente foi abandonado”.

O presidente da Associação de Pescadores de Marataízes, Mozair de Souza, não poupou palavras para reconhecer a importância da fábrica de gelo. “Essa fábrica é um grande incentivo, é muito bom para a gente”. Já o prefeito de Marataízes, Jander Vidal, destacou que a obra representa “a oportunidade especial para que os pescadores possam melhorar a condição de vida e ajudar suas famílias”.

MPA

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