Ibama apreende mais 102 kg de lagosta irregular no Rio Grande do Norte

Infelizmente os pescadores estão destruindo o seu próprio sustento, porque essas lagostas não poderão deixar descendentes

Uma equipe de fiscalização do Ibama apreendeu, na noite de segunda-feira (28/02), mais 102 kg de lagostas na praia de Pitangui, município de Extremoz, região metropolitana de Natal. Desde 01/12 do ano passado, quando começou o defeso, já foram apreendidas 1,2 toneladas de lagosta irregular no RN.

Os crustáceos estavam armazenados numa casa vazia que servia como depósito clandestino. Os infratores fugiram ao ver a viatura do Ibama e ninguém foi detido ou autuado. A captura, transporte ou armazenamento de lagostas durante o período de defeso – que prossegue até 31/05 – é crime, com penas de multa e detenção por até três anos.

Grande parte das lagostas apreendidas estava abaixo do tamanho mínimo permitido, e as fêmeas, ovadas. “É desalentador”, desabafa o superintendente do Ibama no RN, Alvamar Costa de Queiroz. “Infelizmente os pescadores estão destruindo o seu próprio sustento, porque essas lagostas não poderão deixar descendentes, prejudicando a pesca num futuro bem próximo”.

A preocupação do superintendente vai além da questão social ou da ambiental. Os reflexos de uma provável diminuição dos estoques já podem ser sentidos na economia do RN. Em 2008, o estado exportou 390 toneladas do pescado. Em 2009, foram 136 toneladas. Mas, em 2010, o número baixou para apenas 130 toneladas. “Nesse ritmo, não podemos descartar a necessidade de um ‘paradeiro’ na pesca da lagosta, até que a natureza possa recuperar essas perdas”, explica Queiroz.

Paradeiro, nesse caso, seria uma espécie de “moratória regional”, ou seja, a suspensão total da pesca e da comercialização da lagosta no estado do RN. Tal medida, bastante rigorosa, traria consequências para o setor pesqueiro e também para o turismo, que tem na culinária um grande atrativo. Mas ela pode tornar-se realidade nos próximos anos se os próprios pescadores não obedecerem às regras de respeito à natureza e à atividade de pesca.

 

Ascom/Ibama/RN
fotos: Alexandre Rochinski – Ibama/RN

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