5
Agosto
2007

Operação Macuco apreende compressores


Diversos órgãos ligados ao meio ambiente realizaram na manhã de ontem uma grande operação denominada Macuco, nos municípios de Rio do Fogo e Touros, em que foi apreendido dois compressores e 33 embarcações abordadas. Ninguém foi preso pois o material apreendido foi encontrado em um barco vazio. Participaram da operação cerca de 150 homens da Polícia Ambiental, Idema, Corpo de Bombeiros, Polícia Federal, Batalhão de Operações Policiais Especiais e Polícia Rodoviária Federal.


O objetivo era garantir a fiscalização por parte do Ibama, cujos fiscais, na companhia de policiais militares, haviam sido anteriormente apedrejados por moradores da comunidade, a grande maioria familiares dos pescadores, que insistiam em infringir a lei ao pescar lagosta utilizando material proibido, como compressor, por exemplo.

Macuco é um tipo de lancha utilizada na pesca, por isso denomina a operação. Segundo o coordenador de Operação de Fiscalização da Lagosta do Ibama, Jean Túlio, a operação tem por objetivo combater o uso de compressores por pescadores de lagosta no litoral norte-rio-grandense. ‘‘Todos sabem do perigo que é usar compressores para pescar lagosta no fundo do mar. Isso traz danos graves à saúde do próprio pescador, que podem ficar paraplégicos ou até mesmo morrer por uma embolia’’, falou.

A pesca da lagosta usando compressores, redes de arrasto e a captura de animais de tamanho inferior a 13 centímetros de cauda para lagosta vermelha e de 11 centímetros para a lagosta cabo-verde é proibida pelo Governo Federal.

Fonte = Diário de Natal


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  • 1 comentário

    1. Julio said:

      Morando em uma praia do litoral de Pernambuco, vejo a cada dia que se passa, o sacrifício de pesacdores quando tentam alimentar as suas familias com a pesca da lagosta. Na região o uso de compressores, mangueiras e bujões de gaz matam a cada dia que se passa. Ouvimos e lemos argumentos sobre proibiçãoa da pesca pesca com estes equipamentos impróprios para mergulhos.
      A Poliícia Ambiental, o IBAMA, e mais todo mundo envolvido nestes casos, culpam os pescadores, mas não tomam providências para acabar com este absurdo da peaca com compressor. Os equipamentos usados para esta pesca, usa-se compressores daqueles que os borracheiros de beira estrada enchem pneus; bujões de gaz com duas válvulas fazem a compressão e distribuição do ar para os mergulhadores. (é bom lembrar que tais bujões são confeccionados com metal comum, portanto sujeitos a expelir residuos de gaz e impurezas, como óxido de ferro, entre outras). As mangueiras são sempre as de piores qualidades, que por sua própria natureza e fragilidade, levam sem dúvida impurezas para os mergulhadores e estão sujeitas a estrangulamento.
      Com este quadro, pergunto: de quem é a culpa de tantos acidentes de causadores de paralisia e morte, por falta de descompressão. Sem dúvida nebhuma o estado e, digo porque: nas condições em que estes mergulhadores trabalhem, caracterizam caracterizam um CRIME CULPOSO (cul.po.so
      (ô), adj. 1. Que cometeu culpa. 2. Em que há culpa. SEGUNDO O MICHAELIS).
      E aqui vai a pergunta: porque não se identificam os culpados por estas mortes ou aleijões, já que todas estas vítimas são atendidas, na esmagadora maioria em hospitais públicos?? Eu sei a resposta:é que a grande preocupação das autoridades é com a lagosta, e não com o homem, o pescador, que precisa alimentar sua família.



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