1
junho
2007

Mais uma vez, proposta do Santuário de Baleias não é aprovada


Durante a primeira votação da reunião da Comissão Internacional da Baleia, que começou no dia 28, em Anchorage, no Alasca, a proposta de criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul, defendida desde 1999 pelo Brasil, Argentina e África do Sul, não foi aprovada. A maioria dos países participantes votou a favor da criação da área de proteção às baleias: foram 39 votos a favor, 29 contra e 3 abstenções. Entretanto, para ser aprovada, a proposta necessitava de 75% dos votos.

“Mas podemos afirmar que a proposta está ganhando força dentro da Comissão”, avaliou Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Baleias do Greenpeace. “Na Reunião de St. Kittis e Nevis, no ano passado, não conseguimos nem sequer propor o santuário”, complementou.


Os representantes do governo da Guatemala, apesar de terem anunciado que votariam junto com o bloco latino-americano a favor dos conservacionistas, não cumpriram sua promessa e negaram apoio à proposta brasileira. A Guatemala foi o único país da América Latina que votou contra o santuário.

O Japão ameaçou, durante a abertura da 59º reunião da CIB, abandonar o organismo se não conseguir obter autorização para algumas de suas comunidades costeiras caçar quantidades indeterminadas de baleias Minkes. A proposta japonesa foi imediatamente rechaçada por uma coalizão de países que se opõem à caça de baleias. O grupo é formado por Brasil, Austrália, Nova Zelândia, Argentina, Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido.

“A proposta do Japão é uma forma velada de caça comercial de baleias, apesar de os japoneses assegurarem que é apenas uma atividade de subsistência dos povos locais”, afirmou Leandra.

Foram aprovadas nesta quarta as cotas para caça de subsistência de comunidades tradicionais de países como os EUA, Rússia e de ilhas no Pacífico e no Caribe. 280 baleias bowhead poderão ser caçadas entre 2008 e 2012, não podendo passar de 67 indivíduos por ano; 620 baleias cinzentas do Noroeste do Pacífico poderão ser caçadas entre 2008 e 2012, sendo o número máximo de indivíduos 140/ano; e as comunidades de São Vicente e Granadinas poderão caçar entre 2008-2012 20 baleias jubarte, com um máximo de quatro ao ano.

As cotas para Groenlândia e Dinamarca, que pediram permissão para aumentar a quantidade de baleias Minkes que caçam, de 175 para 200 indivíduos, além de passar a caçar jubartes e bowhead, ainda não foi definida. A decisão, que não obteve consenso, deve sair nesta quinta-feira (31). (Greenpeace)


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