Mais uma vez, proposta do Santuário de Baleias não é aprovada

Durante a primeira votação da reunião da Comissão Internacional da Baleia, que começou no dia 28, em Anchorage, no Alasca, a proposta de criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul, defendida desde 1999 pelo Brasil, Argentina e África do Sul, não foi aprovada. A maioria dos países participantes votou a favor da criação da área de proteção às baleias: foram 39 votos a favor, 29 contra e 3 abstenções. Entretanto, para ser aprovada, a proposta necessitava de 75% dos votos.

“Mas podemos afirmar que a proposta está ganhando força dentro da Comissão”, avaliou Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Baleias do Greenpeace. “Na Reunião de St. Kittis e Nevis, no ano passado, não conseguimos nem sequer propor o santuário”, complementou.

Os representantes do governo da Guatemala, apesar de terem anunciado que votariam junto com o bloco latino-americano a favor dos conservacionistas, não cumpriram sua promessa e negaram apoio à proposta brasileira. A Guatemala foi o único país da América Latina que votou contra o santuário.

O Japão ameaçou, durante a abertura da 59º reunião da CIB, abandonar o organismo se não conseguir obter autorização para algumas de suas comunidades costeiras caçar quantidades indeterminadas de baleias Minkes. A proposta japonesa foi imediatamente rechaçada por uma coalizão de países que se opõem à caça de baleias. O grupo é formado por Brasil, Austrália, Nova Zelândia, Argentina, Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido.

“A proposta do Japão é uma forma velada de caça comercial de baleias, apesar de os japoneses assegurarem que é apenas uma atividade de subsistência dos povos locais”, afirmou Leandra.

Foram aprovadas nesta quarta as cotas para caça de subsistência de comunidades tradicionais de países como os EUA, Rússia e de ilhas no Pacífico e no Caribe. 280 baleias bowhead poderão ser caçadas entre 2008 e 2012, não podendo passar de 67 indivíduos por ano; 620 baleias cinzentas do Noroeste do Pacífico poderão ser caçadas entre 2008 e 2012, sendo o número máximo de indivíduos 140/ano; e as comunidades de São Vicente e Granadinas poderão caçar entre 2008-2012 20 baleias jubarte, com um máximo de quatro ao ano.

As cotas para Groenlândia e Dinamarca, que pediram permissão para aumentar a quantidade de baleias Minkes que caçam, de 175 para 200 indivíduos, além de passar a caçar jubartes e bowhead, ainda não foi definida. A decisão, que não obteve consenso, deve sair nesta quinta-feira (31). (Greenpeace)

Leia também:

  • TRIBUNAL AUSTRALIANO DECLARA PESCA ÀS BALEIAS ILEGAL
  • Oceanógrafo elogia decreto do governo para preservar baleias e golfinhos
  • Japão pede autorização para caçar baleias por subsistência
  • Japão pode sair da Comissão Baleeira Internacional
  • Japão quer retomada da pesca comercial das baleias
  • Diretor do Instituto Chico Mendes critica caça de baleias “para fins científicos”
  • Palau cria o primeiro santuário para tubarões do mundo
  • Japão disposto a concessões na caça a baleias em troca de pesca comercial
  • Seguridade aprova isenção da taxa de licença de pesca para idosos
  • Descoberto “ponto de encontro” de baleias no Timor Leste
  • Brasil tem recorde de Baleias Franca em 25 anos
  • Japão suspende pesca de baleia jubarte na Antártida
  • Agricultura aprova prorrogação de seguro-defeso em dez estados
  • Pesca do tucunaré no rio Negro deve ter acordo
  • Aprovada criação da Área de Proteção Rio-Parque Araguaia
  • Sobre o Autor:

    Tanesi já escreveu 1266 artigos neste site.

    Comente:

    Gravatars são imagens pequenas que podem mostrar sua personalidade. Você pode adquirir seu gravatar agora

    Copyright © 2010 Guia da Pesca. Todos os direitos reservados.
    Sistema WordPress.org, Leitura Diária Personalização e Aquila Host Hospedagem.
    113 queries in 0,618 seconds.