9
agosto
2007

Golfinho de água doce ( baiji ) da China está provavelmente extinto

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LONDRES (Reuters) - O golfinho de água doce do rio Yang-tzé, na China, cuja espécie há tempos estava ameaçada, já deve estar extinto, afirmou uma equipe de pesquisadores, segundo a qual se trata da primeira extinção de baleia ou golfinho em consequência das atividades humanas.

O baiji ( Lipotes vexillifer ) foi visto pela última vez há anos, e uma busca intensa de um mês e meio, no final de 2006, não conseguiu localizar nenhuma evidência de que a espécie tenha sobrevivido, afirmou Samuel Turvey, biólogo conservacionista da Sociedade Zoológica de Londres, que participou da pesquisa.


Para ele, o desaparecimento do golfinho — em consequência da pesca predatória, da poluição e da falta de providências — tem de servir de exemplo, e incentivar governos e cientistas a agir para salvar espécies à beira da extinção.

O nosso foi o primeiro estudo científico que não achou nenhum“, disse ele numa entrevista por telefone. “Mesmo que restem alguns, não sabemos onde estão e não podemos fazer nada para evitar sua extinção.

A equipe, que publicou suas conclusões no Journal of the Royal Society Biology Letters de quarta-feira, era composta de pesquisadores dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha, do Japão e da China. A pesquisa foi autorizada pelo governo chinês, disse Turvey.

O último registro confirmado de um baiji aconteceu em 2002, o mesmo ano em que morreu o último em cativeiro.

A busca feita pela equipe incluiu varreduras visuais e acústicas. Foram usados dois barcos para percorrer 1.669 quilômetros, desde a cidade de Yichang até Xangai.

A última busca do tipo, entre 1997 e 1999, havia encontrado 13 animais, mas Turvey disse que a pesca, a poluição e o tráfego no rio devem ter significado o fim do baiji. Dez por cento da população mundial vive à beira do rio.

Cobrimos a extensão duas vezes“, disse Turvey. Os golfinhos passarão a ser classificados como possivelmente extintos.

É preciso aprender com isso a tornar os esforços futuros pela conservação mais dinâmicos“, afirmou. “Sempre se falou tanto de ’salvem as baleias’ que esses cetáceos acabaram escapando.
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