Funcionários do Ibama entregam cargos para superintendências em todo o país

RIO BRANCO – Os funcionários do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais renováveis e não renováveis (IBAMA) e do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade(ICMBIO), estão em greve desde o dia 8 de abril e até agora não alcançaram negociações junto ao governo federal. A finalidade da entrega dos cargos é tentar protestar pela insensibilidade do governo diante da situação da categoria.

A única novidade alcançada pelo grupo, nesses 35 dias de greve foi uma redução de 30% do salário referente ao pagamento no mês de abril.

A categoria reivindica estruturação da carreira de especialista em Meio Ambiente, que segundo eles os esforços e empenho dos agentes, permitiram que o governo superasse metas e expectativas da sociedade, gerando resultados positivos.

Aqui vão entregar cargos pessoas que trabalham como chefes de serviços, e função de fiscalização atribuídas por portarias e ordens de serviços. Os agentes federais do Acre, contribuíram pela diminuição do desmatamento na tríplice fronteira Amazônia-Acre-Rondonia. Além disso a entrega dos cargos em todo o país vai gerar um prejuízo muito grande para o governo, parque nacionais serão fechados e a fiscalização não será realizada”, argumenta o representante do movimento de greve, Francisco Messias.

Outra desvantagem apresentada pelos manifestantes, em decorrência da falta de estruturação dos cargos, é que anualmente a representação do Ibama no Acre, vem perdendo 300 dos 1000 servidores nomeados para funções do instituto, para outros órgãos que oferecem melhores condições de trabalho.

“Há trinta anos eu coordeno o projeto de pesca e piscicultura no Acre e há 20 estou a frente do projeto de Quelônios e até hoje nenhuma de nossas atividades foram reconhecidas por Brasília, não mandam recursos, não valorizam os profissionais que são contaminados por doenças e não tem direito a taxa de insalubridade, não dar a interiorização. O órgão não valoriza o trabalho daqueles que estão nas pontas fazendo um serviço essencial e ainda colocando a saúde em risco”, argumenta o coordenador do projeto de Psicultura do Ibama Francisco Rezende.(NS)

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