Formados mais dois Comitês Regionais de Gestão para o Uso Sustentável da Lagosta no Ceará

Uso Sustentável da Lagosta no CearáFortaleza – Estão formados, no Ceará , mais dois Comitês Regionais de Gestão para o Uso Sustentável da Lagosta. Ambos ficam no litoral leste, tendo dois pólos como base: Aracati, Fortim e Icapuí, e outro em Beberibe, Cascavel e Aquiraz.

Esses comitês são espaços democráticos de reflexão e encaminhamentos sobre questões relacionadas à pesca de lagosta e seguem a estrutura de gestão participativa em desenvolvimento no Plano Nacional de Uso Sustentado da Lagosta. Essa estrutura compreende o Grupo Gestor Nacional, o Estadual e, agora, os Regionais.

Esteve presente o coordenador substituto da Coordenadoria de Fauna e Recursos Pesqueiros do Ibama, Clemeson Pinheiro, que destacou a relação da comunidade com o meio ambiente, que deve procurar respeitar as diferenças e aproveitar as oportunidades. Uma breve retrospectiva histórica da caminhada do Comitê Estadual de Gestão para Uso Sustentável da Lagosta foi feita e informados quais os aspectos a serem superados pelo setor.

Cláudio Ferreira, membro do Comitê Estadual, lembrou que a produção era de 7.000 toneladas de lagosta por ano nos anos 90 e baixou para menos de 2.000 toneladas após a liberação da caçoeira. Agora, com a proibição do petrecho, os estoques estão voltando a se recuperar. “A lagosta já chegou a custar R$ 120,00 o quilo e hoje custa R$ 25,00.
É preciso superar os conflitos e encontrar as potencialidades envolvidas na questão da pesca de lagosta
, diz.

Os pescadores compareceram em massa, demonstrando sua mobilização. A pescadora e presidente da Associação dos Pescadores da Caponga Maria Martilene Lima frisou em que agora a voz do pescador vai chegar no estadual e no federal. “Este espaço não é só para falar de lagosta. Nós falamos de territórios, pesca de peixes, camarão, devastação dos mangues, preocupação com as tartarugas. Aqui, tomamos as decisões que achamos certas para nós”, enfatiza.

O projeto Tamar participou das reuniões com exposição e entrega de material educativo sobre tartarugas marinhas. O material presta esclarecimentos sobre a ocorrência de tartarugas encalhadas no litoral, coleta de dados, como lidar com animais mortos, como transportar as tartarugas, principais doenças que as acometem, alimentação para tartarugas debilitadas, enfim, todo o processo desde encontrar uma tartaruga até levá-la ao Projeto Tamar para sua recuperação e destinação final, que, na maioria das vezes, é o retorno ao mar.

Mariângela Bampi
Ascom/Ibama/CE

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