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Empresa TWB e governo da Bahia apostam no potencial da criação de bijupirá em tanques-rede


Nos próximos cinco anos, o Brasil pode se transformar em um dos maiores produtores mundiais de bijupirá, uma espécie de peixe de água salgada. A previsão é da empresa TWB, operadora do sistema ferry-boat, mas que mantém projetos de pesquisa para a produção do pescado em São Paulo e Bahia. A Bahia Pesca também aposta no projeto e no próximo mês vai apresentar os primeiros resultados obtidos nos 12 tanques-rede mantidos na Praia da Ribeira, Salvador.

Com o preço do filé cotado a US$10 no mercado internacional, o bijupirá tem uma carne saborosa e muito apreciada pela textura leve. Cada peixe pode atingir até 6kg entre dez e 12 meses, tempo considerado curto para o cultivo. A meta principal serão os mercados americano, europeu e japonês, mas por causa da taxa cambial, o consumo interno pode desempenhar papel importante.


Para atingir a meta de produzir cem mil toneladas até 2013, Reinaldo Pinto dos Santos, presidente da TWB, acredita que sejam necessários investimentos de mais de R$500 milhões, integrando grandes e pequenos produtores. “Será a abertura de uma fronteira bastante promissora para a aqüicultura brasileira. Nós temos a possibilidade de exportar bilhões de dólares”, afirmou Reinaldo Pinto, durante a inauguração do Laboratório Nacional de Aqüicultura Marinha (Lanam), no mês passado.

O Lanam, que fica na Ilha Comprida, no litoral sul do estado de São Paulo, será fundamental para a ampliação do negócio, pois será o centro produtor de alevinos. Após a desova, são necessários de 45 a 60 dias para que o bijupirá se desenvolva o suficiente para ser colocado nos tanques de engorda. Criado pela prefeitura local, o Lanam conta com quatro tanques para maturação, 13 tanques para a larvinicultura e outros menores para a produção de alimento vivo, como microalgas e moluscos.

Uma das razões para a aposta no bijupirá é a possibilidade da pulverização da produção e a participação de pequenos produtores. Em apenas um tanque-rede de 77 metros cúbicos, que pode ser mantido por uma família, são produzidos, em média, 1.155kg de peixe por ano. “Será para o Brasil uma revolução tão grande como a ocorrida no Chile, com a introdução do salmão”, acredita Aderbal, diretor da Bahia Pesca. A instituição vai fornecer alevinos produzidos em seu laboratório de peixes marinhos, em Santo Amaro.

Jony Torres – Correio da Bahia

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