Economista prioriza aquicultura e produção de algas no Brasil

Brasil e a Índia, por contarem com grandes recursos hídricos, poderão se tornar, nas próximas décadas, grandes produtores de pescado através da aquicultura

Profundo conhecedor da realidade brasileira, o economista polonês, naturalizado francês, Ignacy Sachs, afirmou que o Brasil deve se concentrar atualmente em quatro pontos estratégicos: a segunda fase da revolução verde, voltada para os pequenos produtores; a revolução azul, que valoriza a aquicultura e o potencial de bio-energia das algas; o adensamento da floresta Amazônica com o plantio de espécies úteis; e o desenvolvimento de fontes alternativas de energia, inclusive com recursos do pré-sal.

As idéias de Ignacy Sachs foram expostas durante palestra “A revolução Azul – Aportes sobre a tarefa do Estado no desenvolvimento sustentável da Aquicultura e Pesca”, realizada na última sexta feira, dia cinco de novembro, na capital federal, a convite do Ministério da Pesca e Aquicultura, através de sua área de Assuntos Estratégicos e Relações Institucionais.

Sachs foi um dos primeiros economistas do mundo, há mais de três décadas, a defender novos paradigmas de desenvolvimento, que levem em conta não aspectos puramente economicos, mas também de ecologia, antropologia cultural e ciência política. Linha de pensamento está sendo mais valorizada pela perspectiva de mudanças climáticas e em face à atual crise econômica nos Estados Unidos e em outros países.

O economista lembrou, na palestra, a importância do Brasil sediar, em 2012, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, já batizada de Rio+20, em referência a Eco-92, realizada no Rio de Janeiro, cidade que deve receber o novo evento. Será uma oportunidade ímpar para se discutir o aquecimento global, que é uma ameaça que pode ser mitigada, segundo ele, se forem tomadas providências “em tempo hábil”. Sachs também destacou a relevância de se aprofundar temas como a desigualdade social e a segurança alimentar, com soluções em bases sustentáveis.

Para ele, o Brasil e a Índia, por contarem com grandes recursos hídricos, poderão se tornar, nas próximas décadas, grandes produtores de pescado através da aquicultura. Ele lembrou que o ambiente aquático também é extremamente favorável à produção de algas, consideradas a terceira geração dos biocomustíveis, além de terem aplicações em outras áreas.

Nos próximos dias, Ignacy Sachs irá cumprir uma intensa programação no Brasil, que inclui uma visita à Aquapescabrasil – Feira Internacional da Pesca e Aquicultura, programada para os próximos dias 18 a 20 de novembro, em Itajaí, Santa Catarina. Pouco antes pronunciará, também em Itajaí, conferência no I Encontro Nacional dos Territórios da Pesca e Aquicultura, evento que antecede a própria Aquapescabrasil

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