Ceraqua vai difundir tecnologia entre produtores do APL Piscicultura

Laboratórios de pesquisas, estudo de linhagens, produção de alevinos e capacitação vão permitir aumento da produtividade

Os pequenos piscicultores atendidos pelas ações do Arranjo Produtivo Local (APL) Piscicultura no Vale do São Francisco estão entre os grupos que serão beneficiados diretamente pelos trabalhos do Centro de Referência em Aquicultura e Recursos Pesqueiros (Ceraqua/SF), que será inaugurado nesta terça-feira (16), às 10h, em Porto Real do Colégio, e se tornará uma referência nacional em pesquisas e difusão de tecnologias.

De acordo com o gestor do APL, Miguel Alencar, os piscicultores convivem com uma lacuna na prestação de serviços, que será preenchida com o Ceraqua. “O Centro desenvolve pesquisas em várias áreas, como reprodução e nutrição de peixes, o que vai ser difundido para produtores”, citou Miguel. Segundo ele, o emprego de novas tecnologias e a capacitação do grupo pode elevar a produtividade de peixe e fortalecer ainda mais o segmento.

“Hoje são produzidas seis toneladas de peixe por hectare a cada ano, mas Alagoas tem potencial para chegar a 20 ou 25 toneladas por hectare”, esclareceu Miguel Alencar. Segundo o oceanólogo Ricardo Nonô, diretor de Política Pesqueira da Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), a inserção de alevinos de melhor qualidade já é um fator positivo para o aumento da produtividade.

Com a produção total elevada, cria-se um ambiente propício para a instalação no Estado de fábricas de ração, de equipamentos, geração de mais empregos e unidades de beneficiamento”, salientou o diretor da Seagri.

Nos 15 municípios atendidos pelo APL Piscicultura, há cerca de 300 produtores, que trabalham em tanques-rede e em viveiros escavados. A maioria está organizada em associações ou cooperativas, o que facilita a venda do produto, a compra de insumos e matéria-prima e a capacitação.

Para atender a essa demanda, o Ceraqua prevê a transferência de tecnologia em reprodução, larvicultura e alevinagem de espécies de peixes nativas da região e de produção comercial de peixe, além de capacitação em educação ambiental, monitoramento da qualidade da água e suporte técnico para a gestão integrada dos recursos pesqueiros da bacia do São Francisco.

A gestão do Ceraqua será compartilhada entre a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), governo do Estado, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).

Agência Alagoas

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