21
março
2008

Estudo revela que pesca predatória ameaça conservação do tubarão-azul0


O pesquisador Jorge Eduardo Kotas, do Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral Sudeste e Sul (Cepsul), do Instituto Chico Mendes, publicou estudo científico na revista eletrônica Pan-American Journal of Aquatic Sciences, que mostra os danos causados pela pesca predatória do tubarão-azul no litoral de Itajaí (SC).

Entre os resultados, um dado alarmante: de 1997 a 2005, a frota de espinhel-de-superfície capturou essencialmente tubarões-azuis com tamanhos abaixo do comprimento médio de primeira maturação sexual para ambos os sexos. Esse tipo de pesca, segundo o estudo, compromete seriamente a conservação da espécie.

Intitulado “As capturas do tubarão-azul, Prionace glauca Linnaeus (Elasmobranchii, Carcharhinidae), na pescaria de espinhel-de-superfície (monofilamento), sediada em Itajaí (SC), Brasil”, o estudo avalia a estrutura de tamanhos e a distribuição das capturas do tubarão-azul pela frota espinheleira de superfície entre os anos de 1997 a 2005. O artigo completo pode ser acessado no endereço eletrônico: http://www.panamjas.org/Arquivos/PanamJAS_3(1)_61-74.pdf.

O tubarão-azul é o peixe cartilaginoso mais amplamente distribuído nos oceanos do mundo e o mais abundante nas capturas de espinhel pelágico. Conhecer a sua distribuição e os aspectos biológicos desta espécie é de extrema importância para sua conservação. O Cepsul é um centro especializado do Instituto Chico Mendes que atua em pesquisa e apoio à gestão ambiental na área da pesca na região Sudeste-Sul.

Fonte - Agência de Notícias do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

9
março
2008

Equipes resgatam 755 pescadores de iceberg à deriva no Pacífico0


Equipes de salvamento resgataram neste domingo 755 pescadores que estavam em um iceberg à deriva nas proximidades da ilha russa de Sakhalin, no oceano Pacífico, informou o Ministério de Situações de Emergência da Rússia.

Foram resgatadas 755 pessoas, 334 delas em helicópteros e 121 em lanchas, enquanto outras 300 foram conduzidas até a costa através de outros icebergs e campos de gelo“, informou à agência Interfax o chefe de Defesa Civil em Sakhalin, Viacheslav Murnayev.

Os praticantes da pesca sobre gelo, um dos esportes de inverno mais populares na Rússia, estavam em um enorme iceberg que se desprendeu do litoral, disse o funcionário.

Ele acrescentou que as autoridades já haviam advertido a população sobre o risco de desprendimento do gelo, mas os praticantes não acataram o aviso e alguns foram pescar em famílias inteiras, com suas mulheres e filhos.

A operação de resgate, da qual participaram helicópteros, 14 lanchas e dezenas de pessoas, aconteceu em complicadas condições meteorológicas, pois em alto mar sopravam fortes ventos e havia pouca visibilidade.

Efe, em Moscou

17
fevereiro
2008

Os mares pedem ajuda0


Por =João Lara Mesquita

Nessa sexta-feira os grandes jornais repercutiram um estudo publicado pela revista Science mostrando que “não há uma gota de água nos oceanos que não tenha sido afetada de alguma forma pela ação do homem” (Estado, 15/2, A20).

De acordo com os cientistas, que usaram dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), neste primeiro levantamento global sobre o impacto humano sobre os mares, 41% da superfície oceânica está sob forte pressão de atividades humanas, como pesca excessiva e poluição, e corre sério risco de se transformar em deserto de vida inanimada.

Os dados são dramáticos, mas não surpreendem. Recentemente a ONU alertou que, nos últimos 15 anos, dobrou a quantidade de zonas mortas no mar. Hoje seu número é estimado em cerca de 150. São áreas cujos tamanhos variam entre 2 km² até 70 mil km², e nelas não existe oxigênio para que haja vida. Por isso, para a ONU, a pesca industrial tem data para acabar: o ano de 2048.

Esses dados impressionantes foram a mola propulsora que me induziram a uma grande viagem. Durante dois anos desci a costa brasileira de veleiro, do Rio Oiapoque ao Arroio Chuí, produzindo 90 documentários para a TV Cultura, para a série Mar Sem Fim. Durante a jornada, que começou em 2005 e terminou em 2007, navegamos cerca de 6.200 milhas (ou 11.500 km) sempre rente à costa, entrando em todas as baías e enseadas, e demandando a barra de quase todos os rios, numa ousada tentativa de fazer um levantamento socioambiental da zona costeira brasileira, chamando a atenção da opinião pública para seu abandono, ocupação predatória e potenciais danos.
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14
fevereiro
2008

Pescadores de camarão rosa de seis estados podem pedir seguro-desemprego0


Brasília - Os pescadores de camarão rosa dos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul podem solicitar o seguro-desemprego em razão do defeso (período de reprodução) da espécie que começa em primeiro de março e termina em 31 de maio.

Segundo o Ministério do Trabalho, em 2007 mais de 5 mil pescadores receberam o benefício naqueles estados, no valor de cerca de R$ 6 milhões. O benefício pode ser requerido 30 dias antes do início do defeso e deve ser solicitado até o fim da proibição da pesca.

Para fazer o pedido, o trabalhador deve se dirigir às superintendências regionais do Trabalho e Emprego (SRTE), ao Sistema Nacional de Emprego (Sine) ou às entidades credenciadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego e preencher o formulário de requerimento do seguro-desemprego do pescador artesanal.

De acordo com o ministério, após 30 dias, a primeira parcela estará disponível nas agências da Caixa, nas Casas Lotéricas ou nas unidades da Caixa Aqui. Para o saque é necessário apresentar a carteira de identidade e o número de inscrição como Segurado Especial.

Para ter acesso às parcelas do seguro-desemprego, concedidas a cada 30 dias, o pescador deve comprovar que está inscrito na Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca há pelo menos um ano, apresentar o atestado da colônia de pescadores artesanais confirmando o exercício da atividade, carteira de identidade ou de trabalho, comprovante de pagamento das contribuições previdenciárias e do número de inscrição como Segurado Especial.

Agência Brasil

16
janeiro
2008

TRIBUNAL AUSTRALIANO DECLARA PESCA ÀS BALEIAS ILEGAL0

O Tribunal Federal australiano declarou hoje ilegal a pesca de baleias pelos japoneses nas águas da Antártida, declaradas desde o ano 2000 como santuário destes animais.
A sentença, de fato simbólica, pois o território em questão não pertence á Austrália, havia sido bloqueada várias vezes pelo governo anterior do primeiro-ministro conservador John Howard, preocupado com as relações com o Japão.
A Human Society International (HSI) foi quem denunciou, em 2004, a Kyodo Senpaku Kaisha Ltda., sociedade que envia os baleeiros japoneses para a caça também no santuário das baleias da Antártida.
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