30
Maio
2008

Greve ilimitada parou a pesca na Península Ibérica0


A subida em flecha do preço dos combustíveis uniu no protesto pescadores de Portugal, Espanha e Itália numa “greve ilimitada“. Juntam-se assim ao protesto que em França já dura há várias semanas, e conta com o reforço dos agricultores e camionistas. Os governos dos quatro países preparam-se para fazer a Bruxelas um pedido conjunto de mais apoios.

Em Portugal e Espanha, os barcos ficaram todos em terra e o peixe que esteve à venda foi capturado antes da meia noite. O protesto juntou armadores e todos os pescadores, mesmo os que não têm direito a subsídio no combustível. Por exemplo, cerca de 70 por cento das 1300 embarcações algarvias são dedicadas à captura artesanal e de pequena dimensão e trabalham a gasolina, sem qualquer apoio por parte do Estado.

Quanto a novas formas de luta para além da greve, o dirigente do Sindicato Livre dos Pescadores, Joaquim Piló, diz que foi dado “um prazo de quatro a cinco dias para ver se há sensibilidade para as reivindicações dos pescadores. Caso não haja avanços, será inevitável partir para outras formas de luta“.

O presidente da República referiu-se hoje à situação de ruptura no sector das pescas, um dia depois do ministro da Agricultura ter recusado dar mais apoios aos pescadores. “O que pode ser feito são respostas selectivas para tentar ajudar os grupos mais desfavorecidos que têm dificuldade a ajustar-se à nova situação”, disse Cavaco, contradizendo as declarações de Jaime Silva. O ministro tinha justificado a recusa dessas ajudas na quinta-feira, e explicou-o claramente: “Não podemos é estar a chorar a pedir 30 mil euros para resolver o problema, porque senão daqui a seis meses, se os combustíveis continuarem a aumentar mais 30 mil, e por aí adiante”.

No país vizinho, cerca de dez mil pescadores manifestaram-se em Madrid na primeira manhã de greve, ao mesmo tempo que decorria a distribuição de 20 toneladas de peixe fresco à população que passasse pelos pescadores junto ao Ministério do Ambiente e do Meio Rural e Marinho.

Em França, houve bloqueios no segundo porto mais importante, o do Havre no noroeste do país. Os pescadores em luta bloquearam também os acessos a alguns depósitos de combustívelno centro do país. A greve dura já há cinco semanas e por isso nalguns portos os pescadores decidiram voltar ao mar. A sexta-feira de protesto ficou também marcada por “operações-caracol” que congestionam o trânsito e visitas de agricultores aos supermercados, como em Avignon, para controlar os preços.

Os governos dos países afectados pelas greves vão reunir na próxima semana para prepararem uma proposta conjunta a Bruxelas. Segundo diz o secretário de Estado adjunto da Agricultura e Pescas, Luís Vieira, o objectivo será “pedir flexibilidade na aplicação dos programas operacionais, no âmbito do Fundo Europeu de Pescas, de modo a poder dar apoio às comunidades piscatórias mais carenciadas”. Um apoio que chama “de carácter mais social” e que seja aplicado uniformemente nos quatro países

Fonte = Esquerda

24
Maio
2008

Malanje: Portadores de deficiência beneficiam de embarcações de pesca artesanal0


Malanje - Duzentos e 80 deficientes físicos filiados na Associação dos Militares e Mutilados de Guerra (AMMIGA), na Comuna do Kota, município de Kalandula, província de Malanje, beneficiarão na próxima semana, de Kits de embarcações de pesca artesanal, no quadro do programa de combate a fome e a redução da pobreza.

Segundo apurou hoje, sexta-feira, a Angop, dos meios destacam-se canoas, redes, anzóis, fios de reposição, bóias de salvação entre outros, a serem entregues pela Ammiga local, no âmbito dum convénio com o departamento de pescas da direcção provincial da agricultura e do desenvolvimento rural.

Segundo o director da Ammiga em Malanje, António José Nicolau, a oferta destes bens, surge em momento oportuno, a julgar pela realidade de vida destes grupos vulneráveis, que carecem de integração social e no mercado de empregos.

Por outro lado, António José Nicolau, mostrou-se satisfeito pela atenção que a sua organização tem merecido das estruturas governamentais e parceiros sociais, consubstanciadas na promoção dos deficientes a vários níveis.

Fonte = AngolaPress

26
Abril
2008

Área protegida em SP vai restringir pesca de arrasto0


O Estado de São Paulo deve proibir a pesca de arrasto de parelha (uso de rede presa a dois barcos) perto da costa. Em três decretos que devem ser assinados pelo governador José Serra (PSDB), em 8 de junho, o governo passa a considerar a prática predatória e deve mantê-la longe do litoral e das ilhas.

Segundo a Secretaria do Meio Ambiente, serão criadas três APAs (Áreas de Proteção Ambiental) marinhas: do litoral norte, do litoral sul e do litoral centro. São as regiões onde a pesca de arrasto de parelha será vetada. Juntas, elas têm 1,1 milhão de hectares.

A Secretaria do Meio Ambiente prevê gastar R$ 2,2 milhões na compra de equipamentos para fazer a fiscalização das APAs. Devem ser adquiridas seis embarcações com dois motores cada, entre outros equipamentos. A licitação será aberta na próxima semana.

No total, 90 policiais ambientais ficarão encarregados da fiscalização. Serão 30 em cada APA. Segundo o secretário estadual Xico Graziano (Meio Ambiente), os decretos darão prerrogativa jurídica ao Estado para fiscalizar. Para ele, hoje há “um vazio de atuação”.

Pesca amadora

As APAs são unidades de conservação de uso sustentável –estão em uma categoria não tão restritiva quanto a dos parques. Por isso, segundo a secretaria, provavelmente a pesca amadora e a artesanal serão mantidas, mas isso só será definido após a discussão com as comunidades locais em audiências públicas. A primeira acontece amanhã, em Iguape.

“Nosso foco é a pesca predatória e essa interferência extremamente danosa que a pesca de arrasto está provocando, especialmente no fundo do mar, aos corais”, disse Graziano.

De acordo com ele, os barcos que realizam esse tipo de pesca estão cada vez maiores, assim como as redes. “Há redes com dois mil metros.”

O porta-voz da Polícia Militar Ambiental, major Milton Nomura, afirma que os policiais encarregados de monitorar o local hoje, em razão da falta de equipamentos, quase só trabalham em terra. “O investimento vai remediar essa deficiência e permitirá que se previna o dano”, disse.

Hoje, os policiais possuem oito barcos menores, que não são seguros em alto-mar.

O presidente da Federação dos Pescadores do Estado de São Paulo, Tsuneo Okida, apóia a medida. Ele afirma que os pescadores artesanais usam barcos individuais para pegar, sobretudo, camarões sete-barbas e não serão afetados.

Presença militar

Segundo Graziano, a Marinha apóia o projeto e vai colocar policiais ambientais em suas embarcações maiores.

Os militares são criticados por ambientalistas por utilizarem um trecho da ilha de Alcatrazes como alvo para exercícios de tiros. Segundo Graziano, essas atividades poderão continuar, apesar de a área ter se tornado uma APA. De acordo com ele, o Ministério do Meio Ambiente não se opõe aos exercícios na ilha. “Eu conversei com [o secretário-executivo do Ministério de Meio Ambiente, João Paulo] Capobianco e ele afirmou que há razões fundamentadas para que a atividade continue”, disse Graziano.

Segundo o governo, existem 17 espécies de peixes marinhos consideradas ameaçadas de extinção na “lista vermelha” paulista. Além disso, o litoral é importante área de alimentação para espécies de tartarugas.

29
Março
2008

Salvador-BA 19/03/08!, Pescaria de “É ele”! ( Olho de Boi)0


Olá Pessoal!

Fui passear em Salvador-BA e aproveitei para agendar um dia de pesca com o guia Júlio da Ceminha Fishing. Foi um dia fora de série, muito bom mesmo, apesar da chuva toda que caiu mas pelo menos os peixes estavam por lá…

Pra mim foi a primeira experiência com JJ em lugares tão fundo, só tinha jigado até 40 metros no máximo. Nós jigamos em lugares que variavam de 100 a 120 metros!

Bem, o dia começou com uma navegação um pouco complicada para passar pela barra, é um local mais raso e as ondas levantam mais, a sensação que tive é que era o encontro de duas correntes… Depois de 1 hora e pouco de navegação chegamos ao primeiro ponto de pesca. Logo após algumas explicações descemos as iscas e começamos a trabalhar… Tentamos alguns pontos até que não demorou muito começaram as ações. Ao todo foram 7 ações!

O primeiro peixe foi engatado por mim. Nesse momento eu estava usando um molinete e meu pai estava com a elétrica, só tinhamos uma elétrica no barco. Assim que senti o peso demorou um pouco e deu duas levadas de linha bonita. O guia nessa hora gritou: “é ele, é ele!!!”. Pois bem, começei a trabalhar e a levantar o bicho. Por algum discuido ou azar na metade do caminho o bicho soltou da isca… Nessa hora fiquei pensando: “Putz, daria tudo pra ter esse bicho novamente na ponta da linha!”… Nesse não deu nem tempo de começar a filmar!!!

Depois de um tempinho, mudamos de lugar novamente, troquei de equipamento com meu pai e começei a pescar pela primeira vez com a elétrica. Pois bem, depois de 4 descidas entra um gigante na linha. Putz, eu não sabia o que fazer, eu com aquela carretilha toda maluca na minha mão e um bicho que tomava linha a vontade em baixo. O freio da carretilha estava no máximo, não dava pra bobiar muito senão ia todo equipamento pra água… Pois bem, dessa vez eu pensei: “Esse bicho eu tenho que subir, não vou bobiar dessa vez!”. Dito e feito, trouxe o bicho até em cima, porém, por algum discuido novamente, o bicho acabou soltando do lado do barco. Pelo cálculo de todos, esse peixe devia ter uns 30 kg. Esse deu tempo de fazer um vídeo de um pedaço da briga até sua “soltura”:

Depois dessa briga e do fracasso novamente o desanimo bateu geral! Agora pensei: “Tive tudo nas mãos e joguei fora a chance de bater aquela foto tão esperada!”. Mas, depois de muitos lamentos, fomos a luta novamente. Nessa hora entreguei a elétrica pro meu pai, que até esse momento não havia sentido nenhum ataque, e voltei pro molinete. Depois de algumas trocas de lugares, quando paramos num novo ponto foi descer a isca, dar 4 toques com o JJ e já engatou o bicho. Dessa vez o guia também engatou um junto comigo… O peixe do guia tomou linha pra caramba e acabou estourando a linha depois de uns 3 minutos. Pensei que iria acontecer a mesma coisa comigo, pois o Aluma estava sendo castigado e a linha estava indo toda embora… Porém, dessa vez a sorte estava do meu lado, não afrouxei o peixe e trouxe ele até em cima! Resultado, um Olho de Boi de 22 Kg que foi pra foto para alegria de todos!!! Segue o video da parte final da briga:

Até então meu pai não havia nem sentido o gostinho de uma cutuca no JJ dele. Mas foi nos finalmente que até em que fim entrou um Olho de Boi de 8Kg na linha dele… A briga foi muito fácil, comparada com o olho de boi que fugiu do lado do barco. Foi ai que vimos que aquele olho de boi realmente era grande… Segue o vídeo da captura desse Olho de Boi:
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21
Março
2008

Pesca ameaça sobrevivência de golfinho de Maui0


SIDNEY - O Fundo Mundial para a Natureza (na sigla em inglês, WWF) denunciou nesta quarta-feira, 19, que as redes que os pesqueiros usam na Nova Zelândia ameaçam a sobrevivência do golfinho de Maui, espécie ameaçada de extinção.

A organização aponta em sua página da internet que esses golfinhos, somente encontrados na costa oeste da Nova Zelândia, necessitam de “proteção urgente”, já que não são capazes de perceber as redes de náilon utilizadas para a pesca comercial e ficam presos nelas.

Eles acrescentaram que, uma vez enroscado, o mamífero não é capaz de alcançar a superfície para respirar e se afoga em questão de minutos. O WWF incitou o governo neozelandês a ampliar a zona de proteção em que não se podem usar essas redes.

O diretor do WWF, Chris Howe, assegura que em dezembro passado 22 golfinhos de Maui, os menores do mundo, foram encontrados mortos nas redes de um pesqueiro e manifestou que isso prova que os atuais controles não estão funcionando para defender espécies marinhas em perigo.

O ministro do meio ambiente, Steve Chadwick, disse que Wellington considera que não é realista obrigar pesqueiros a retirarem as redes além das áreas protegidas e alegou que a captura dos 22 golfinhos foi “acidental”.

EFE