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	<title>Guia da Pesca &#187; Histórias</title>
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	<description>Sua pescaria começa aqui. [www.guiadapesca.com.br]</description>
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		<title>Ética vem de berço.</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jan 2009 13:59:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tanesi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[defeso]]></category>
		<category><![CDATA[pesca predatoria]]></category>
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		<description><![CDATA[Acredito que o texto, abaixo, vem de encontro as noticias sobre o período da piracema, muitas noticias sobre apreensão de material de pesca ilegal, pesca predatória, peixes mortos.
A fiscalização e vigilância esse ano  estão mais rigorosas, ate na parte preventiva evitando a matança de peixes, tanto pela parte das autoridades competentes como pelos próprios [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Acredito que o texto, abaixo, vem de encontro as noticias sobre o período da piracema, muitas noticias sobre apreensão de material de pesca ilegal, pesca predatória, peixes mortos.</p>
<p>A fiscalização e vigilância esse ano  estão mais rigorosas, ate na parte preventiva evitando a matança de peixes, tanto pela parte das autoridades competentes como pelos próprios pescadores profissionais.</p></blockquote>
<p>Ele tinha onze anos e, a cada oportunidade que surgia, ia pescar no cais, próximo ao chalé da família, numa ilha que ficava em meio a um lago. A temporada de pesca só começaria no dia seguinte, mas pai e filho saíram no fim da tarde para pegar apenas peixes cuja captura estava liberada.</p>
<p>O menino amarrou uma isca e começou a praticar arremessos, provocando ondulações coloridas na água. Logo elas se tornaram prateadas pelo efeito da Lua nascendo sobre o lago. Quando o caniço vergou, ele soube que havia algo enorme do outro lado da linha. O pai olhava com admiração. Enquanto o garoto habilmente, e com cuidado, erguia o peixe exausto da água.</p>
<p>Era o maior que já tinha visto, porem sua pesca so era permitida na temporada. O garoto e o pai olharam para o peixe, tão bonito, as guelras para trás e para frente. O pai, então,  acendeu um fósforo e olhou para o relógio. Eram dez da noite, faltavam apenas duas horas para a abertura da temporada. Em seguida,  olhou para o peixe e depois para o menino, dizendo:</p>
<p>- Voce tem que devolve-lo filho!<br />
- Mas pai, reclamou o menino.<br />
- Vai aparecer outro, insistiu o pai.<br />
- Não tão grande quanto este – respondeu, triste o garoto.</p>
<p>O garoto olhou a volta do lago. Não havia outros pescadores ou embarcações à vista. Voltou novamente o olhar para o pai. Mesmo sem ninguém por perto, sabia pela firmeza em sua voz, que a decisão era irrevogável.</p>
<p>Devagar tirou o anzol da boca enorme do peixe e o devolveu à água escura. O peixe movimentou-se rapidamente no meio liquido e desapareceu.</p>
<p>E, naquele momento, o menino teve certeza que jamais veria outro tão grande quanto aquele.</p>
<p>Isso aconteceu a muitos anos. Hoje o garoto é um profissional bem sucedido. O chalé continua lá, na ilha em meio ao lago, e ele leva seus filhos para pescar no mesmo cais. Sua intuição estava correta.</p>
<p>Nunca mais conseguiu pescar um peixe tão maravilhoso como o daquela noite.</p>
<p>Porém, sempre vê o mesmo peixe toda as vezes que depara com uma questão ética. Porque, como o pai lhe ensinou, a ética é simplesmente uma questão de certo e errado.</p>
<p>Agir corretamente, quando se é observado, é uma coisa. A ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos vendo.</p>
<p>Essa conduta reta só é possível quando, desde criança aprendeu-se a devolver o <strong>PEIXE À ÀGUA</strong>.</p>
<p>A boa educação é como uma valiosa moeda de ouro: <strong>TEM VALOR EM TODA PARTE.</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<blockquote><p><strong><span style="color: #ff6600;">Desconheço o autor do texto, mas usando a pesca como metáfora, ele nos passa uma conduta para todos os momentos de nossa vida.<br />
Dedico ao Nicola ( meu pai ), que me ensinou a pescar. Saudades. </span></strong></p></blockquote>
<dl>
<dd><strong>A palavra</strong> <strong><span style="color: #ff6600">Ética</span></strong> <strong>é originada do grego ethos, (modo de ser, caráter) através do latim mos (ou no plural mores) (costumes, de onde se derivou a palavra moral.). Em Filosofia, Ética significa o que é bom para o indivíduo e para a sociedade, e seu estudo contribui para estabelecer a natureza de deveres no relacionamento indivíduo &#8211; sociedade.</strong></dd>
</dl>
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		<title>Pesca predatória mantém ameaça sobre a lagosta</title>
		<link>http://www.guiadapesca.com.br/legislacao/pesca-predatoria-mantem-ameaca-sobre-a-lagosta/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 23:40:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tanesi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Legislação]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Lagosta]]></category>
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		<description><![CDATA[Apesar de proibida, a pesca com redes e compressores continua intensa nos mares cearenses

Pesca da lagosta é permitida apenas com os manzuás.  Na contramão das exigências ambientais, a pesca predatória da lagosta ainda é uma realidade nos mares do Ceará. De acordo com a Associação dos Pequenos e Médios Armadores da Pesca de Fortaleza, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de proibida, a pesca com redes e compressores continua intensa nos mares cearenses<br />
<a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/media/videos/2008/07/24/lagosta.flv"><object width=350 height=300 id="flashwidtget_video" align="middle" type="application/x-shockwave-flash" data="http://stream.agenciabrasil.gov.br/img/player_video.swf" allowScriptAccess="sameDomain" quality="best" bgcolor="#000" scale="noScale" FlashVars="k_DEBUG=0&#038;k_IMAGE=http://www.agenciabrasil.gov.br/media/videos/2008/07/24/lagosta.flv/thumbnailImage&#038;k_FILENAME_HIGH=media/videos/2008/07/24/lagosta.flv/file.flv&#038;k_autoPlay=false&#038;k_SERVERNAME=stream.agenciabrasil.gov.br&#038;"><param name="FlashVars" value="k_DEBUG=0&#038;k_IMAGE=http://www.agenciabrasil.gov.br/media/videos/2008/07/24/lagosta.flv/thumbnailImage&#038;k_FILENAME_HIGH=media/videos/2008/07/24/lagosta.flv/file.flv&#038;k_autoPlay=false&#038;k_SERVERNAME=stream.agenciabrasil.gov.br&#038;" /><param name="movie" value="http://stream.agenciabrasil.gov.br/img/player_video.swf" /></object></a><br />
Pesca da lagosta é permitida apenas com os manzuás.  Na contramão das exigências ambientais, a pesca predatória da lagosta ainda é uma realidade nos mares do Ceará. De acordo com a Associação dos Pequenos e Médios Armadores da Pesca de Fortaleza, cerca de 80% das embarcações litoral afora pescam com redes caçoeiras, compressores e marambaias. &#8220;<strong><span style="color: #ff6600;">Onde tem menos pesca predatória é em Fortaleza e Parajuru</span></strong>&#8220;, afirma João Cláudio, presidente da Associação que conta com aproximadamente 60 embarcações filiadas.</p>
<p>Quem está cumprindo a legislação, de utilizar apenas mazuás, reclama e ameaça ter que parar a atividade, tanto pela falta de fiscalização por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), quanto pelo baixo preço do crustáceo no mercado internacional. &#8220;<strong><span style="color: #ff6600;">Parar a pesca significa uma média de sete pescadores desempregados por cada embarcação. É um problema social muito grande. E ainda tem o problema do preço. As indústrias alegam que os Estados Unidos estão em crise e comprando pouco</span></strong>&#8220;, explica João Cláudio, ressaltando que os armadores investiram em manzuás, sendo que em dois meses ainda não tiveram retorno financeiro do que foi investido.<br />
Infrações</p>
<p>O Ibama confirma que o número de infrações é grande no Estado. Atualmente, há um reforço na fiscalização do litoral leste e de lá passarão para o oeste principalmente por conta dos ventos, que inviabilizam os trabalhos dos fiscais, menos acostumados com adversidades no mar, se comparado aos pescadores. &#8220;<strong><span style="color: #ff6600;">Fazemos um trabalho de formiguinha. Para apreender embarcações irregulares precisamos de flagrante</span></strong>&#8220;, conta Rolsram Cacho, coordenador de fiscalização do Ibama. Cacho complementa que os barcos irregulares são &#8220;<strong><span style="color: #ff6600;">organizados</span></strong>&#8221; no sentido de possuírem sistema de GPS e rádio, facilitando informações sobre o perigo da fiscalização. A multa em caso de flagrante vai de R$ 700 a R$ 100 mil, dependendo da quantidade de crustáceos apreendidos e do tipo de equipamento utilizado na pesca.</p>
<p>O coordenador afirma que no Estado cerca de 3 mil barcos fazem a pesca da lagosta, sendo que apenas 1,9 mil possuem permissão do Ibama para a atividade, com 104 pontos de desembarque. &#8220;<strong><span style="color: #ff6600;">Alguns barcos são clonados. Pintam da mesma cor, com a mesma numeração para que a licença seja válida para mais de um barco. O próprio setor não colabora</span></strong>&#8220;, diz.</p>
<p>Cacho calcula que no Ceará o Ibama possui 12 fiscais, sendo cerca de oito apenas para atividades no mar, muitas vezes em parceria com a polícia ambiental. Em alguns lugares, como em Redonda, no litoral leste, os próprios pescadores cederam uma embarcação para ajudar o Ibama na fiscalização. Cacho sugere o mesmo para Fortaleza. João Cláudio, no entanto, diz que a medida já foi tentada, mas a burocracia dificulta o processo. De acordo com o Ibama, este ano já foram apreendidos 86 mil metros de rede caçoeira, 1,6 mil quilos de lagosta pequena, pescada no período do defeso, e cinco compressores.</p>
<p>EMAIS</p>
<p>- Os armadores de lagosta reclamam, ainda, do preço do crustáceo. Segundo a associação, os compradores (exportadores) compram o quilo por R$ 40. Há seis meses, custava R$ 72 e há um ano, R$ 100.</p>
<p>- Outro problema enfrentado pelo setor é a exigência da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) de que as carteiras de trabalho dos pescadores sejam assinadas, com risco de multa de R$ 10 mil por pescador. &#8220;A maioria dos pescadores acima de 50 anos são contrários, pois terão prejuízo na aposentadoria&#8221;, diz João Cláudio, presidente da Associação dos Armadores.</p>
<p>- A pesca com manzuá é permitida por ser a que menos agride ao meio ambiente. As redes pegam inclusive as lagostas pequenas, antes da fase de reprodução. Já a marambaia é um tipo de tambor que aprisiona a lagosta. A retirada do crustáceo é feita com a ajuda de um compressor.</p>
<p>Fonte = <a href="http://www.opovo.com.br">O Povo</a> / Dalviane Pires</p>
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		<title>Golfinho salva duas cachalotes da morte</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 00:50:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tanesi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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WELLINGTON (AFP) — Duas cachalotes, que corriam risco de vida porque não conseguiam se afastar do litoral da Nova Zelândia, foram salvas por um golfinho, que as escoltou até alto-mar, informou nesta quarta-feira um funcionário do serviço de proteção animal.
&#8220;Foi a primeira vez que vi algo assim, foi incrível&#8220;, comentou Malcom Smith.
O golfinho, uma fêmea [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--adsense#post--><br />
WELLINGTON (AFP) — Duas cachalotes, que corriam risco de vida porque não conseguiam se afastar do litoral da Nova Zelândia, foram salvas por um golfinho, que as escoltou até alto-mar, informou nesta quarta-feira um funcionário do serviço de proteção animal.</p>
<p>&#8220;<strong><span style="color: #ff6600">Foi a primeira vez que vi algo assim, foi incrível</span></strong>&#8220;, comentou Malcom Smith.</p>
<p>O golfinho, uma fêmea chamada Moko, conseguiu guiar os mamíferos até a altura da praia de Mahia, no litoral oriental da ilha do Norte.</p>
<p>Avisado por um habitante sobre a presença das cachalotes, desorientadas por um banco de areia que as impedia de se afastar do litoral, Malcom Smith tentou guiá-los, mas em vão.</p>
<p>&#8220;<strong><span style="color: #ff6600">Elas estavam muito cansadas e eu estava a ponto de desistir, achando que tinha feito tudo que podia</span></strong>&#8220;, contou, explicando que, na maioria dos casos, os mamíferos, esgotados, se matam para não sofrer mais.</p>
<p>Mas foi aí que entrou em ação a golfinho Moko.</p>
<p>&#8220;<strong><span style="color: #ff6600">As cachalotes estabeleceram contato com o golfinho e ele os guiou em paralelo à praia, ao longo de 200 metros até a ponta do banco de areia. Depois, passou por um canal estreito e os escoltou até o mar</span></strong>&#8220;, continuou Smith.</p>
<p>Pouco depois, Moko voltou para a praia de Mahia, onde vive há um ano e é conhecida por suas brincadeiras aquáticas como se deixar acariciar e empurrar os caiaques.</p>
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		<title>Reino Unido leva história de pescador a sério e ainda paga R$ 1,8 mil</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Nov 2007 23:07:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tanesi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Pesca pelo Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Historia de Pescador]]></category>
		<category><![CDATA[pesca]]></category>

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		<description><![CDATA[
Um concurso nacional no Reino Unido vai escolher a melhor história de pescador enviada para dez centros de vida marinha no país. O prêmio oferecido pela organização Sea Life UK é de 500 libras esterlinas, cerca de R$ 1,8 mil.
Na Cornualha, já estão abertas as inscrições para o concurso local, que oferece um prêmio de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--adsense#post--><br />
Um concurso nacional no Reino Unido vai escolher a melhor história de pescador enviada para dez centros de vida marinha no país. O prêmio oferecido pela organização Sea Life UK é de 500 libras esterlinas, cerca de R$ 1,8 mil.</p>
<p>Na Cornualha, já estão abertas as inscrições para o concurso local, que oferece um prêmio de 150 libras, ou quase R$ 560, pela história mais insólita. O vencedor ganha o direito de disputar o prêmio nacional.</p>
<p>Há dez anos, o Abrigo Nacional para Focas na cidade de Gweek já organizou um evento semelhante, e o vencedor foi um pescador que disse ter encontrado um falcão peregrino exausto no Mar do Norte.<br />
<span id="more-593"></span><br />
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Desesperada de cansaço, a ave teria visto através da neblina o avental branco do pescador e mirado no peito dele. Aparentemente, o animal acabou derrubando o homem. E se salvou.</p>
<p>&#8220;Algumas das histórias que surgiram eram incríveis&#8221;, disse uma representante do abrigo, Rachael Vine. &#8220;Já está na hora de ouvirmos mais.&#8221;</p>
<p>O incrível e fora do comum peixe-lobo feroz<br />
Entre os mais incríveis casos contados no último concurso, estavam o encontro de um pescador com um veado que nadava em alto-mar e o ataque de um peixe-lobo (Anarhichadidae) tão feroz que quase arrancou o dedão do pescador -que estava de galochas durante o ataque.</p>
<p>&#8220;Queremos ouvir sobre os acontecimentos fora do comum que os pescadores vivem no mar&#8221;, disse Vine.</p>
<p>Um detalhe importante do regulamento é que as histórias precisam ser verdadeiras, e a organização se reserva o direito de convocar testemunhas ou de pedir algum tipo de prova material para comprovar as histórias.</p>
<p>As inscrições para o concurso estão abertas -apenas para praticantes de pesca oceânica e pescadores profissionais- até o dia 31 de março de 2008.</p>
<p>De acordo com Rachel Vine, dependendo da qualidade das histórias, pode até ser publicado um livro com os melhores casos.</p>
<p>Fonte =  Da BBC Brasil   &#8211;  <a href="http://noticias.uol.com.br/tabloide/tabloideanas">Uol Tablóide</a></p>
<p><!--adsense#grafico--></p>
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		<item>
		<title>Tarauacá: rusticidade e beleza amazônica nas curvas do rio</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Sep 2007 04:04:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tanesi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>

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Ribeirinhos fazem das águas as ruas que permitem escoar a produção e renovar as esperanças de dias melhores
A cada curva do rio uma história de vida, um ritmo próprio que faz dos ribeirinhos pessoas com uma ligação peculiar com a natureza. As águas do rio Tarauacá são as ruas que garantem a sobrevivência do povo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--adsense#post--><br />
Ribeirinhos fazem das águas as ruas que permitem escoar a produção e renovar as esperanças de dias melhores</p>
<p>A cada curva do rio uma história de vida, um ritmo próprio que faz dos ribeirinhos pessoas com uma ligação peculiar com a natureza. As águas do rio Tarauacá são as ruas que garantem a sobrevivência do povo, seja para pegar o alimento, o peixe, ou para transportar sua produção agrícola. A margem do rio em frente à cidade que carrega o mesmo nome, eles aportam para mais uma venda, e também deixarem todo o dinheiro que ganham, trocado pelo rancho (alimentos industrializados) que levam para suas casas.</p>
<p>Alguns ribeirinhos vão uma vez por ano à cidade, outros fazem o percurso a cada dois meses, há até quem o faça mensalmente. O trajeto para alguns é de horas, um dia, para outros, cinco a seis dias. Com tanto tempo de viagem a estadia também demora de uma semana há quinze dias. Durante esse tempo eles moram ali, nos barcos, dormindo sobe o balanço das águas.<br />
<span id="more-479"></span><br />
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Homens, mulheres e crianças povoam o rio Tarauacá, dando a ele a vida do caboclo da Amazônia, depositando seus sonhos, sua luta e sua esperança. Em um dos barcos, Manoel Messias, 48, pai de oito filhos, enfrenta três dias de viagem junto à família para chegar à cidade. Morando no rio Muru ele aproveita a viagem para vender porco, galinha, milho, arroz.</p>
<p>O dinheiro que consegue, fica no bolso por pouco tempo, e já investe no rancho que leva para casa e dura três meses, quando retorna a Tarauacá para vender e comprar. Na caixa com mantimentos, poucos biscoitos são regalias para as crianças, mas o essencial é o sal, o café, o açúcar e outros.</p>
<p>Realizar a viagem até a cidade demanda grandes custos, e se juntar aos outros ribeirinhos é a melhor forma de tornar a tarefa mais fácil. Junto a Manoel, José Estevão, 61, também viaja com a família para vender o que tirou do roçado. Só de sua família dez pessoas o acompanham, alguns estão pela primeira vez na cidade. Com uma viagem longa e difícil é bom passar uns quinze dias em terra, mas para isso, eles contam com a sorte. “<strong><font color="#ff6600">O barco é pequeno, mas sempre que a gente vem para a cidade encontramos barco grande parado, e aí dormimos nele</font></strong>”, comenta.</p>
<p>É na incerteza e a esperança que os ribeirinhos fazem suas travessias em busca do resultado do trabalho. E ainda têm de ser esperto para não baratearem tanto seus produtos. “<strong><font color="#ff6600">Nós estamos aqui para vender, eles sabem que não podemos voltar de mãos abanando, por isso pechincham o que podem</font></strong>”, comenta Manoel.</p>
<p>Outro Manoel &#8211; este de Souza -, 30, quatro filhos, viaja junto aos pequenos e à esposa Jucinéia Parente, 24, um dia inteiro para chegar a Tarauacá. Conta que mandioca, arroz, farinha são os produtos que mais vende. Cada quilo do arroz, por exemplo, custa R$ 1,5. Nessa viagem foram 12 sacas que colheu junto ao cunhado, cada uma com cerca de 20 quilos. Antes de vender eles precisam pagar para tirar a casca do arroz, tendo que se desfazer de umas duas sacas como pagamento.</p>
<p>Na praia, além dos ribeirinhos, os trabalhadores que calafetam (acabamento) o barco, deixam de fazer com o algodão que tem alto custo, e improvisam com estopa.</p>
<p>O combustível dos rios &#8211; A persistência é a principal ferramenta que faz desse povo, ribeirinhos da Amazônia. Eles acreditam que mesmo com tantas dificuldades, a floresta ainda é melhor que a grande cidade, porque quando a visitam encontram coisas boas, mas também a miséria, e na mata sabem como ter o que comer todos os dias.</p>
<p>Em cinco postos de combustível espalhados no rio Tarauacá, cerca de 30 a 50 barcos passam por cada um, diariamente. Edílson Guedes, 56, trabalha em um dos postos há 13 anos e fala da importância de sua profissão. “<strong><font color="#ff6600">A maioria dos ribeirinhos depende do barco dos outros para vir até a cidade, e fazem isso em parceria, dividindo despesa. Eles passam aqui diariamente e sei que dependem disso para viver. O rio é a rua deles</font></strong>”, comenta o frentista dos rios que aproveita a hora de folga para jogar tarrafa (rede de pesca) no rio, o que consegue pescar divide com os amigos e leva para a família.</p>
<p>É nesse contraste em que alguns praticam a pesca como passatempo, e outros, como fonte de sobrevivência, que no rio Tarauacá é fácil encontrar histórias de gente que sabe valorizar o que é oferecido pela natureza.</p>
<p>Fonte = Andréa Zílio  para   <a href="http://www2.uol.com.br/pagina20">Página 20</a></p>
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		<title>Carta do índio</title>
		<link>http://www.guiadapesca.com.br/geral/carta-do-indio/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Aug 2007 14:42:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tanesi</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>

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		<description><![CDATA[
&#8220;O que ocorrer com a terra, recairá sobre os filhos da terra. Há uma ligação em tudo&#8220;.
No ano de 1854, o presidente dos Estados Unidos fez a uma tribo indígena a proposta de comprar grande parte de suas terras, oferecendo, em contrapartida, a concessão de uma outra &#8220;reserva&#8221;. O texto da resposta do Chefe Seatle, [...]]]></description>
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&#8220;<strong><font color="#ff6600">O que ocorrer com a terra, recairá sobre os filhos da terra. Há uma ligação em tudo</font></strong>&#8220;.</p>
<p>No ano de 1854, o presidente dos Estados Unidos fez a uma tribo indígena a proposta de comprar grande parte de suas terras, oferecendo, em contrapartida, a concessão de uma outra &#8220;reserva&#8221;. <strong><font color="#ff6600">O texto da resposta do Chefe Seatle, distribuído pela ONU (Programa para o Meio Ambiente) e aqui publicado na íntegra, tem sido considerado, através dos tempos, um dos mais belos e profundos pronunciamentos já feitos a respeito da defesa do meio ambiente</font></strong>.</p>
<p>&#8220;Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los?</p>
<p>Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho.<br />
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Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, o calor do corpo do potro, e o homem &#8211; todos pertencem à mesma família.</p>
<p>Portanto, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, pede muito de nós. O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não será fácil. Esta terra é sagrada para nós.</p>
<p>Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar as suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais.</p>
<p>Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.</p>
<p>Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção da terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou enfeites coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.</p>
<p>Eu não sei, nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda.</p>
<p>Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou bater das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos. E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.</p>
<p>O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro &#8211; o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também recebe seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados.</p>
<p>Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos.</p>
<p>Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir. Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecer vivos.</p>
<p>O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.</p>
<p>Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem as suas crianças o que ensinamos as nossas que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.</p>
<p>Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todos as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.</p>
<p>O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.</p>
<p>Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos &#8211; e o homem branco poderá vir a descobrir um dia: o nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar que O possuem, como desejam possuir nossa terra; mas não é possível. Ele é o Deus do homem, e Sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra lhe é preciosa, e feri-la é desprezar seu criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.</p>
<p>Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnados do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruída por fios que falam. Onde está o arvoredo? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu. É o final da vida e o início da sobrevivência. &#8221;</p>
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		<title>O rei das trutas iwana</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2007 20:20:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tanesi</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
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		<description><![CDATA[Numa das montanhas de Aizu, existe um pequeno rio de águas transparentes onde ainda hoje podemos apreciar trutas iwana nadando rapidamente, entre pedras e corredeiras características de rios montanhosos. Há muitos e muitos anos, vários lenhadores viviam na região. Certo dia de verão, quatro lenhadores cortavam árvores perto do riacho e resolveram descansar em suas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Numa das montanhas de Aizu, existe um pequeno rio de águas transparentes onde ainda hoje podemos apreciar trutas iwana nadando rapidamente, entre pedras e corredeiras características de rios montanhosos. Há muitos e muitos anos, vários lenhadores viviam na região. Certo dia de verão, quatro lenhadores cortavam árvores perto do riacho e resolveram descansar em suas margens, esfriando os pés nas águas geladas. Vendo que havia várias trutas iwana subindo o rio, os lenhadores resolveram apanhar algumas com as mãos. Os quatro homens entraram no riacho e começaram a cercar alguns peixes que procuravam se esconder entre as pedras. </strong></p>
<p>Cercados por todos os lados, os peixes pareciam sem saída, mas, quando os lenhadores levavam as mãos para segurar as trutas, elas escapavam com incrível rapidez, nadando para a liberdade. Depois de várias tentativas infrutíferas, um dos pescadores comentou:<br />
– Esses peixes são saborosos na mesa, mas rápidos demais para serem pescados à mão.<br />
– Sei como pegá-los – disse o outro lenhador – se jogarmos veneno no rio, podemos apanhar um monte de uma vez. Vendendo esses peixes no povoado, ganharemos mais dinheiro do que ficando aqui, cortando toras nesse sol quentíssimo.<br />
Todos acharam boa a idéia do companheiro e resolveram colocá-la em prática. Imediatamente, embrenharam-se na mata e voltaram com folhas de ervas peçonhentas. Fizeram uma fogueira e puseram todas as folhas num grande caldeirão. Logo, começaram a preparar um poderoso veneno.<br />
Algumas horas depois, quando já estava escurecendo, apareceu por ali um monge. Chegando próximo da panela, sentiu um cheiro forte e perguntou:<br />
– Estão preparando veneno? Pretendem jogar esse líquido no rio?<br />
Os lenhadores concordaram, fazendo movimentos positivos com as cabeças. O monge ficou visivelmente alterado e disse, em tom enérgico:<br />
– Vocês não podem fazer uma coisa dessas. Se quiserem pegar peixe, pesquem do modo normal. Envenenar o rio vai matar todos os seres viventes que nele habitam. Mesmo os peixinhos ainda pequenos serão exterminados e vai demorar muito tempo para que as águas voltem a ter peixes. Será um ato de crueldade e de absoluta ignorância. Parem imediatamente com isso!<br />
O lusco-fusco da fogueira que iluminava o rosto do monge dava um ar místico e ao mesmo tempo tenebroso ao ambiente. Os lenhadores sentiram uma espécie de medo vendo que os olhos do monge brilhavam no escuro, enquanto ele falava sem parar. De repente, um dos lenhadores ofereceu bolinhos para amenizar a ira do religioso.<br />
– Oh, sim, claro que aceito! Gosto de bolinhos.<br />
O monge puxou a tigela de bolinhos para perto de si e começou a comê-los de um modo estranho. Jogava um por um os bolinhos para cima e engolia-os sem mastigar. Os lenhadores ficaram olhando boquiaberto aquele modo nada convencional de comer bolinhos. Aquela cena causou desconforto a todos que a assistiam, e o lenhador que tinha certa liderança sobre os demais disse:<br />
– O senhor tem razão, não vamos mais despejar esse veneno no rio.<br />
– Ótimo! Fico aliviado em saber que criaram juízo. Então, já posso continuar minha caminhada rio acima.<br />
Assim, o monge saiu andando às margens do rio em direção ao topo da montanha. Quando ele desapareceu, o lenhador que havia dito que não usariam mais o veneno reconsiderou o que havia dito.<br />
– O veneno vai estar no ponto amanhã cedo. Tratem de dormir, pois vamos despejar todo o caldeirão assim que o sol nascer.<br />
Mal o sol surgiu entre as árvores, os lenhadores carregaram o enorme caldeirão para a margem do rio. Logo em seguida, despejaram todo o líquido esverdeado na água cristalina.<br />
Pouco tempo depois, vários peixes começaram a boiar, tentando respirar na superfície. Os lenhadores entraram no rio eufóricos e começaram a dar pauladas nos peixes atordoados. Sem vida, os peixes eram colocados num cesto de bambu que, em pouco tempo, ficou cheio.<br />
Os lenhadores ganharam muito dinheiro e estavam satisfeitos com o que haviam conseguido. Porém, do local onde derramaram o veneno para baixo, já não existia um só tipo de ser vivente. Então, levados pela ganância, subiram rio acima e despejaram mais veneno. A operação foi repetida algumas vezes, até que um dia chegaram no alto da montanha. Havia uma clareira com uma bela cachoeira. No pé da cachoeira, águas profundas formavam uma grande bacia natural.<br />
Habitantes da aldeia ao sopé da montanha costumavam dizer que aquela bacia era o santuário do rei das trutas iwana. Ali, ele morava e por isso ninguém ousava pescar junto à cachoeira. Porém, os lenhadores estavam cegos de ambição para enxergar a sabedoria popular. Assim, despejaram sem pestanejar todo o veneno na água.<br />
Em pouco tempo, muitos peixes começaram a boiar e os lenhadores foram apanhando um por um, como loucos desvairados. De repente, a água ficou escura e vários corvos pousaram nos galhos secos próximos da cachoeira. Os lenhadores ficaram assustados, sem entender o que estava acontecendo. Foi então que uma truta de tamanho inacreditável começou a boiar sem vida.<br />
– Nossa! Então não era lenda, o rei das trutas iwana existia mesmo! – disse um lenhador, não acreditando no que via.<br />
– Pegamos o rei dos peixes! É tão grande quanto uma baleia! – festejou outro lenhador, pulando de alegria.<br />
Enquanto arrastavam o enorme peixe para as margens, o líder dos lenhadores comentou:<br />
– Se vendermos esse enorme peixe, vamos ficar ricos. Se fôssemos na conversa daquele monge, jamais teríamos conseguido essa façanha.<br />
Mas havia um problema. O rei das trutas iwana era tão grande, tão grande, que era impossível carregá-lo montanha abaixo. Os lenhadores então resolveram cortá-lo em pedaços para poder transportá-lo. Quando cortaram a barriga do peixe, encontraram vários bolinhos redondos. Os mesmos que o monge havia comido dias antes.<br />
– Aquele monge era o rei das trutas iwana! – observou, tremendo de medo, o líder dos lenhadores. Em seguida, abriu a boca como os peixes sufocados pelo veneno e entrou em convulsão. Seu corpo tremia, tremia, até que caiu sem vida.<br />
Os outros lenhadores ficaram apavorados e saíram correndo. Desceram montanha abaixo em disparada, largando tudo o que haviam “pescado”.<br />
Na aldeia, o povo já sabia que alguém estava envenenando o rio, pois muitos peixes mortos foram levados pela correnteza até próximo de suas casas. Quando os três lenhadores desceram morro abaixo, foram recebidos a pedradas e expulsos do povoado.<br />
Tempos depois, as águas do rio voltaram a ser límpidas e cristalinas. As trutas iwana voltaram a percorrer as corredeiras com alegria. A vida voltou ao rio da montanha. A natureza sempre se renova.</p>
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