31
maio
2008
Formar um grupo de trabalho sobre iscas vivas para iniciar o processo de normatização da lei que regulamenta a atividade e iniciar o processo de certificação. Esse foi o principal objetivo da 1ª Reunião Técnica de Manejo Adaptativo: subsídios para Normatização da Lei de Iscas Vivas e para o Processo de Certificação”, realizada nesta quinta-feira, dia 29 de maio, na Embrapa Pantanal.
Segundo Jean Fernandes, jornalista e técnico da Ecoa - Ecologia e Ação, a reunião foi o primeiro passo rumo à certificação das iscas vivas. “Mas antes temos que incentivar a adoção de boas práticas de manejo, como o manejo adaptativo, e iniciar outras pesquisas para no futuro atingir a certificação. Ainda não há previsão de quando isso poderá acontecer“, afirmou.
A Ecoa deve coordenar o grupo de trabalho, que tem também a participação da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Ibama, UFMS, Seap e Imasul.
Jean afirma que é preciso agregar valor às iscas, eliminar os atravessadores das comunidades e formalizar a categoria dos isqueiros, assim como os pescadores de comunidades tradicionais, que já se organizaram. “É preciso investir no empoderamento dos isqueiros, colocá-los no circuito para que tenham voz nas políticas públicas.”
Atualmente a lei nº 2.898, de 29 de outubro de 2004, regulamenta a captura, transporte, estocagem, comercialização e cultivo de iscas vivas no Mato Grosso do Sul. Segundo Jean, a lei é bastante avançada em relação à anterior, de 1998, mas ainda assim, pode ser melhorada.
Paralelamente, a Ecoa já desenvolve um trabalho de conscientização para mostrar que os isqueiros não agridem o meio ambiente.
MANEJO ADAPTATIVO
O pesquisador Agostinho Catella, da Embrapa Pantanal, falou sobre manejo adaptativo, um conceito relacionado ao aprendizado por meio da prática, ainda pouco conhecido por profissionais brasileiros da área ambiental.
Segundo ele, parte-se do princípio que não se tem toda a informação para o manejo. No momento de gerenciar recursos naturais, há um aprendizado e geram-se novas informações a partir do monitoramento das respostas sociais, econômicas e biológicas.
Esse conhecimento adquirido é reinvestido no processo em novas tomadas de decisões. “É uma forma de manejo que está sempre se renovando em função do aporte de novos conhecimentos e da dinâmica dos sistemas naturais e suas interações com o homem”, explicou.
Agostinho falou também sobre o manejo compartilhado (co-manejo), que corresponde a uma vertente da gestão na qual todos os atores relacionados aos recursos são envolvidos diretamente no processo e nas tomadas de decisão. Não há imposições. “Isso garante mais transparência, ganho de credibilidade e um amadurecimento da sociedade e dos atores, tornando-se co-responsáveis pela gestão dos recursos. É a tendência moderna e atual. Uma lei, por exemplo, não deve ser imposta. Ela pode ser concebida a partir deste conceito“, afirmou.
Também participaram da reunião os pesquisadores Emiko Resende, Flávio Lima Nascimento, André Moraes e Débora Marques, todos da Embrapa Pantanal, além de representantes de todos os órgãos envolvidos com o grupo.
Fonte = por e-mail
Ana Maio
Jornalista - Mtb 21.928
Área de Comunicação e Negócios-ACN
Embrapa Pantanal
Corumbá (MS)
(67) 3233-2430 ramal 235
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24
maio
2008
Lucas do Rio Verde realiza no próximo dia 8 de Junho, o segundo festival de pesca esportiva mirim. Será no lago municipal Ernani José Machado e poderão participar crianças entre 5 a 10 anos. Todas deverão estar acompanhadas por um responsável.
O vencedor será conhecido pelo tamanho do pescado. A modalidade é o pesque e solte. Para o primeiro colocado, o prêmio será um troféu e uma vara de pesca com molinete. Já para o segundo, um molinete, e ao terceiro uma vara de pesca.
A inscrição é gratuita e pode ser feita na Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Turismo, e também no dia e no local do evento.
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24
maio
2008
Uma equipe da Sema (Secretaria de Estadual de Meio Ambiente) deve ir a Nova Mutum, no próximo mês, e vistoriar os locais para possível realização do 2ª Festival de Pesca Esportiva – II Pescmutum, que acontece em 21 de setembro. A Secretaria Municipal de Indústria Comércio e Turismo já encaminhou os ofícios para a pasta com três sugestões de locais. Uma das exigências para a realização do evento é que o lugar possua a LAU (Licença Ambiental Única) expedida pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente, conforme a legislação vigente.
O 2º Pescmutum agora passa a integrar o calendário do campeonato estadual de pesca, que é promovido pela Secretaria de Estado de Turismo. Para ingressar no calendário estadual, a secretaria elaborou um projeto apresentado os resultados obtidos na primeira edição. Segundo Clarice Cambri, este ano são aguardados participantes de várias regiões de Mato Grosso.
“O campeonato é uma forma de projetar o potencial turístico desportivo de Nova Mutum em âmbito estadual”, disse Clarice.
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23
maio
2008
A partir das 9 horas de hoje, técnicos do Instituto Agronômico de Pernambuco _ IPA se reúnem com os carcinicultores (produtores de camarão) da comunidade da Ilha de Deus, no Centro Educacional Saber Viver, para discutir as ações e metas para a produção sustentável da pesca e comercialização do camarão.
Outras reuniões vêm sendo realizadas entre o IPA e a comunidade no intuito de desenvolver as potencialidades econômicas locais, entre elas a produção de camarão, a pesca artesanal e a coleta do marisco e sururu, visando ampliar a oferta de emprego e renda para a população. Recentemente discutiu-se o cronograma de trabalho de diversas ações, dentre elas, os cursos de formação e diagnóstico com os pescadores de marisco e sururu.
Os cursos são ministrados por uma equipe multidisciplinar de técnicos do IPA que atuam nas áreas de economia doméstica, sociologia, pedagogia, engenharia florestal e engenharia de pesca. No próximo dia 29 o debate será sobre a gestão de equipamentos adquiridos pelo IPA para os produtores, a exemplo dos freezers.
As atividades fazem parte do programa Maravilhas da Ilha de Deus _ Apoio ao Desenvolvimento Sustentável das Cadeias Produtivas do Sururu, Marisco e Camarão Cultivado, desenvolvido pelo IPA em parceria com outros órgãos governamentais.
O Programa Maravilhas da Ilha de Deus foi elaborado em conjunto com a comunidade, tendo partido de uma demanda dos próprios habitantes da comunidade, que ao identificar nas atividades pesqueiras a principal fonte de emprego e renda de suas famílias, reivindicou ao Governo do Estado apoio ao desenvolvimento sustentável. No local, homens e mulheres trabalham nestas atividades produtivas.
O objetivo do programa é construir, de maneira participativa, uma combinação de inovações sociais e tecnológicas para o desenvolvimento sustentável das atividades produtivas da Ilha de Deus.
Serão beneficiadas diretamente 200 famílias entre homens, mulheres, idosos e jovens que vivem da atividade extrativista do sururu e marisco, como também aqüicultores que vivem do cultivo de camarão no entorno da Ilha de Deus, atingindo indiretamente 334 famílias que fazem a comunidade da ilha.
Entre as principais metas do projeto estão: aquisição de equipamentos de trabalho para as marisqueiras e carcinicultores; realização de cursos, oficinas temáticas e aprendizagem vivencial nas áreas de educação ambiental, processamento, beneficiamento e conservação dos alimentos, economia solidária, educação para o consumo, produção, biologia e ecologia de moluscos, ecologia e gestão de recursos naturais, cultivo de camarão, orçamento e administração familiar, associativismo, segurança alimentar e nutricional sustentável, cidadania, formação de um grupo de brigada ambiental comunitária e produção bibliográfica documental sobre o projeto e seus resultados em conjunto com a comunidade.
Segundo a equipe do IPA responsável pelo projeto, o que se pretende na comunidade Ilha de Deus é, de forma participativa, acompanhar e contribuir para a gestão produtiva sustentável do camarão, da pesca e da coleta do marisco e sururu, integrando o conhecimento científico e local.
Fonte = Diário Oficial - Pernambuco - Recife
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20
maio
2008
Brasília - Cerca de 2 mil pessoas devem participar do 3º Congresso Brasileiro de Oeanografia, que começa hoje (20) em Fortaleza. Promovido pela Associação Brasileira de Oceanografia (Aoceano) e pelo Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC), o encontro prossegue até sábado (24), no Centro de Convenções de Fortaleza.
O ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin, participa da abertura do encontro, às 18h30. Na ocasião, ele falará sobre o desenvolvimento da pesca e da aqüicultura no país e sobre a importância das ciências do mar nesse processo.
A programação do evento inclui palestras de especialistas e pesquisadores brasileiros e estrangeiros sobre os novos conhecimentos gerados pelos avanços da oceanografia. Em paralelo, seré realizado o Congresso Ibero-americano de Oceanografia.
Agência Brasil
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