30
maio
2008
Uma parceria entre o consórcio Foz do Chapecó, a Unichapecó (Universidade Comunitária Regional de Chapecó) e a Fundação Universitária do Desenvolvimento do Oeste (Fundeste) quer preservar os peixes da área da hidrelétrica Foz do Chapecó.
A usina ainda está em construção na divisa entre Rio Grande do sul e Santa Catarina, mas um segundo estudo feito pelas entidades deve ser apresentado ao Ibama no início de Junho. Ele pede a criação de uma estação de piscicultura com área entre 150 e 200 mil metros quadrados. “A nova estação será em complemento a já existente de São Carlos, com laboratório para pesquisa, tanques para criação de larvas e reprodução de espécies nativas”, explica a Enio Schneider, diretor superintendente da Foz do Chapecó Energia.
A estação de São Carlos (EPIScar)possui um banco genético vivo de todas as espécies do Rio Uruguai e tem tido sucesso na reprodução de peixes nativos da região, como o Dourado. Há um projeto para construir aquários na estação para que estudantes possam aprender mais sobre os animais.
Para Enio, quem mais ganhará com as ações de preservação serão as pessoas que vivem da pesca. “O projeto prevê o fornecimento de barcos e o treinamento de pescadores na técnica de tanques-rede”, comenta ele, referindo-se a estação de São Carlos.
A Usina hidrelétrica Foz do Chapecó deve ficar pronta em 2010. Ela será responsável por 20% do mercado energético do rio Grande do Sul e por 25% da energia consumida em Santa Catarina.
Fonte: www.ambientebrasil.com.br
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29
maio
2008
Curitiba - A medida provisória da reestruturação da dívida rural, assinada na última terça-feira (27) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve destinar R$ 400 milhões para a renegociação de débitos do setor da pesca e aqüicultura, segundo o ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin.
“Serão beneficiados cerca de 70 mil pescadores, maricultores e psicultores que contraíram dívidas principalmente por intermédio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Eles terão prazos maiores de pagamento, redução de juros e, nos casos de liquidação da dívida, redução do valor total devido”, disse o ministro.
De acordo com ele, a MP é importante porque vai permitir a recuperação da capacidade de investimentos num momento em que os preços agrícolas e de pescados têm crescido no mercado internacional.
No país, a atividade da pesca e da aqüicultura movimenta, segundo o ministro, 1 milhão de toneladas ano, propiciando 800 mil empregos diretos e 2,5 mil indiretos. “Entretanto, o potencial brasileiro de produção pode chegar a 20 milhões de toneladas, porque temos um mercado nacional e mundial crescente”, afirmou.
Segundo o ministro, o brasileiro ainda consome pouco peixe em relação a média mundial. São 7 quilos por ano por pessoa , enquanto a média global de consumo é de 16 quilos per capita. “Nos últimos anos, observamos um aumento de consumo, notadamente nas grandes redes de supermercados. No ano passado foi registrando um crescimento de 16% nas vendas de pescados no país. Isso gera aumento de empregos, renda e a conseqüente redução nos preços”, comentou Gregolin.
O ministro esteve hoje(29) no Paraná para uma audiência pública na Assembléia Legislativa . Ele também participou da inauguração de uma fábrica de gelo na comunidade pesqueira de Barrancos, em Pontal do Paraná. O novo empreendimento tem capacidade para produzir três toneladas e meia de gelo por dia.
Fonte = Agência Brasil / Lúcia Nórcio
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20
maio
2008
Rio de Janeiro - O Brasil poderá participar do novo edital do programa europeu FP7 (7º Framework Programe) que irá disponibilizar, até 2013, 54 bilhões de euros para o desenvolvimento de pesquisas nas áreas de alimentos, pesca, agricultura e biotecnologia.
O assunto está sendo discutido por 20 pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), no workshop Fortalecendo a Colaboração Brasil-União Européia.
A chefe-geral da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Regina Lago, disse que o seminário visa fortalecer a oportunidade de o país trabalhar em projetos financiados pela União Européia (UE). Segundo ela, “o Brasil tem muitas chances, porque a gente tem uma ótima expertise. O que a gente não tem muito é informação adequada e acesso correto na hora correta”.
Durante o encontro, que termina hoje (14), a Embrapa procura mostrar como os pesquisadores nacionais poderão superar as dificuldades, de modo a se articular com especialistas europeus para obter a informação correta. Regina Lago explicou que essa deficiência de informação foi sentida há mais de um ano. Acrescentou que os projetos previstos no FP7 apresentam maior competitividade do que os programas anteriores. “Então, a busca de dinheiro de financiamento, sobretudo para nós, porque é a fundo perdido, é grande. E da parte dos europeus também”.
A Embrapa terá de buscar parceiros europeus para se candidatar à realização das pesquisas. São os pesquisadores europeus que coordenam os projetos. Regina Lago disse que os parceiros preferenciais para o Brasil são os países que conseguem maior nível de aprovação de projetos, entre eles Inglaterra, Alemanha, Holanda, França e Itália.
Os próximos editais do FP7 devem sair em julho, com data-limite para apresentação das propostas à seleção em janeiro de 2009. Já há chance, nesses editais, de os pesquisadores brasileiros participarem, confirmou Lago. Ela lembrou a necessidade de ineditismo nos projetos. “Quando mais inédito, melhor a chance de aprovação”.
A chefe-geral da Embrapa Agroindústria de Alimentos lembrou ainda que os projetos devem apresentar “um diferencial e contribuir de alguma maneira para o que os europeus chamam de bioeconomia, baseada no conhecimento do que é a proposta da União Européia”.
Os projetos devem atender a demandas européias e procurar se inserir nos mesmos níveis de conhecimento. “Em qualquer projeto financiado pela União Européia tem que ter um valor agregado para aquela região”, afirmou Lago.
As pesquisas devem abordar a produção sustentável, qualidade e segurança dos alimentos, e biotecnologia para processamento de produtos não alimentícios. O programa se divide em quatro grandes áreas: cooperação, pesquisa básica, capacitação de pequenas e médias empresas e treinamento de pesquisadores em centros europeus.
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
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20
maio
2008
Após anos de pesquisa científica, o Instituto de Pesca conseguiu dominar a tecnologia de produção do robalo e da tainha em cativeiro. A técnica foi desenvolvida no Núcleo de Pesquisas e Desenvolvimento de Cananéia pelos pesquisadores Idili da Rocha Oliveira e Pedro Carlos da Silva Serralheiro.
Agora, o único entrave para a implantação de fazendas marinhas destinadas à criação dessas duas espécies é a falta de um laboratório que produza, em larga escala, as matrizes e as repasse para os interessados em montar as fazendas, como vai acontecer com o bijupirá.
‘‘Já poderíamos colocar os tanques-rede no mar. O que falta para nós é um centro de produção de larvas e (peixes) juvenis’’, salienta Idili, que, além de pesquisadora, dirige a unidade do Instituto de Pesca em Cananéia.
No caso do bijupirá, as matrizes estão sendo produzidas no Laboratório Nacional de Aquicultura Marinha (Lanam), construído pelo Governo Federal e inaugurado em março, em Ilha Comprida, também no extremo sul do Litoral Paulista.
‘‘Para que a maricultura se desenvolva é necessário que haja interesse público, que haja um centro de produção de formas jovens que possa distribuir essas matrizes para quem quiser fazer a engorda’’, salienta Idili.
‘‘(As empresas, cooperativas e virtuais produtores) não querem produzir (as matrizes) no laboratório, querem o peixe já num tamanho adequado para ir para o tanque. Então, é preciso um centro de produção dessas formas jovens que distribua’’, reforça Pedro Carlos.
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16
maio
2008
O 1º Workshop sobre Índice de Desempenho Sustentável para a Cadeia de Suprimentos da Piscicultura Continental, organizado pela Embrapa Pantanal, Embrapa Meio Ambiente e Cepan (Centro de Estudos e Pesquisas em Agronégocio), terminou na tarde desta quinta-feira, dia 15 de maio, em Campo Grande.
A reunião durou dois dias e foi liderada pelo pesquisador Marco Aurélio Rotta, da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Na abertura do evento, Rotta apresentou a evolução do projeto de pesquisa, concebido no curso de doutorado junto ao Cepan/UFRGS. “O projeto nasceu do esforço em enquadrar o agronegócio na piscicultura continental e esta reunião marca a transição de um projeto particular para uma instância plural, interdisciplinar”, afirmou.
O pesquisador aproveita para anunciar a nova fase de construção e amadurecimento do projeto, que passa a integrar o Macroprograma 2 da Embrapa. Participam pesquisadores da Embrapa Pantanal, Embrapa Meio Ambiente, Embrapa Agropecuária Oeste, Embrapa Amazônia Oriental, Embrapa Amazônia Ocidental, Embrapa Tabuleiros Costeiros, Embrapa Semi-Árido, além de docentes do Cepan/UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), membros da Seap/PR (Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República), Apta (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Extensão Rural do Estado de Santa Catarina), Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), e projeto Macroprograma 01 - Aquabrasil.
Os Macroprogramas da Embrapa são carteiras de projetos focando determinadas questões de pesquisa. Atualmente existem seis macroprogramas, que fazem parte do SEG (Sistema de Gestão da Embrapa). Cada um deles possui projetos, fontes de financiamento e formas de indução de projetos específicos, que atuam como instrumentos para cumprimento das metas técnicas.
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