26
abril
2008

Área protegida em SP vai restringir pesca de arrasto0


O Estado de São Paulo deve proibir a pesca de arrasto de parelha (uso de rede presa a dois barcos) perto da costa. Em três decretos que devem ser assinados pelo governador José Serra (PSDB), em 8 de junho, o governo passa a considerar a prática predatória e deve mantê-la longe do litoral e das ilhas.

Segundo a Secretaria do Meio Ambiente, serão criadas três APAs (Áreas de Proteção Ambiental) marinhas: do litoral norte, do litoral sul e do litoral centro. São as regiões onde a pesca de arrasto de parelha será vetada. Juntas, elas têm 1,1 milhão de hectares.

A Secretaria do Meio Ambiente prevê gastar R$ 2,2 milhões na compra de equipamentos para fazer a fiscalização das APAs. Devem ser adquiridas seis embarcações com dois motores cada, entre outros equipamentos. A licitação será aberta na próxima semana.

No total, 90 policiais ambientais ficarão encarregados da fiscalização. Serão 30 em cada APA. Segundo o secretário estadual Xico Graziano (Meio Ambiente), os decretos darão prerrogativa jurídica ao Estado para fiscalizar. Para ele, hoje há “um vazio de atuação”.

Pesca amadora

As APAs são unidades de conservação de uso sustentável –estão em uma categoria não tão restritiva quanto a dos parques. Por isso, segundo a secretaria, provavelmente a pesca amadora e a artesanal serão mantidas, mas isso só será definido após a discussão com as comunidades locais em audiências públicas. A primeira acontece amanhã, em Iguape.

“Nosso foco é a pesca predatória e essa interferência extremamente danosa que a pesca de arrasto está provocando, especialmente no fundo do mar, aos corais”, disse Graziano.

De acordo com ele, os barcos que realizam esse tipo de pesca estão cada vez maiores, assim como as redes. “Há redes com dois mil metros.”

O porta-voz da Polícia Militar Ambiental, major Milton Nomura, afirma que os policiais encarregados de monitorar o local hoje, em razão da falta de equipamentos, quase só trabalham em terra. “O investimento vai remediar essa deficiência e permitirá que se previna o dano”, disse.

Hoje, os policiais possuem oito barcos menores, que não são seguros em alto-mar.

O presidente da Federação dos Pescadores do Estado de São Paulo, Tsuneo Okida, apóia a medida. Ele afirma que os pescadores artesanais usam barcos individuais para pegar, sobretudo, camarões sete-barbas e não serão afetados.

Presença militar

Segundo Graziano, a Marinha apóia o projeto e vai colocar policiais ambientais em suas embarcações maiores.

Os militares são criticados por ambientalistas por utilizarem um trecho da ilha de Alcatrazes como alvo para exercícios de tiros. Segundo Graziano, essas atividades poderão continuar, apesar de a área ter se tornado uma APA. De acordo com ele, o Ministério do Meio Ambiente não se opõe aos exercícios na ilha. “Eu conversei com [o secretário-executivo do Ministério de Meio Ambiente, João Paulo] Capobianco e ele afirmou que há razões fundamentadas para que a atividade continue”, disse Graziano.

Segundo o governo, existem 17 espécies de peixes marinhos consideradas ameaçadas de extinção na “lista vermelha” paulista. Além disso, o litoral é importante área de alimentação para espécies de tartarugas.

3
abril
2008

Taça Cidade de Ubatuba reúne feras da pesca esportiva0


O Clube de Pesca de Ubatuba (CPU) promove nos dias 12 e 13 de abril a terceira edição do torneio de pesca “Taça Cidade de Ubatuba”. A competição, que acontece na praia do Cruzeiro, faz parte do calendário turístico da cidade e deve receber pescadores de diversas regiões do Estado, federados e avulsos.

A prova é um torneio individual de pesca de arremesso de praia, com duração de oito horas dividido em dois dias: no sábado a prova vai das 13h às 17h e no domingo das 8h às 12h30.

- Pontuação e premiação:

Serão atribuídos dois pontos para cada peixe válido capturado e um ponto por cada 100 gramas. Não poderão ser apresentados para pesagem, peixes com menos de 12 centímetros. Os dez pescadores melhor classificados receberão troféus, assim como os três melhores clubes e o pescador da maior peça.

- Inscrições:

As inscrições podem ser efetuadas no sábado, 12, a partir das 10h na Praia do Cruzeiro, e a taxa é de R$ 30 por atleta. Informações podem ser obtidas pelo telefone (12) 3833-7074. O regulamento completo pode ser visto na internet no endereço www.cbpds.com.br/html/REG-UBAPESCA.htm

A “Taça Cidade de Ubatuba” de pesca esportiva é organizada pelo CPU, com fiscalização da Confederação Brasileira de Pesca e Desportos sub Aquáticos, Federação Paulista de Pesca e Lançamento e Comissão Nacional de Arbitragem, com apoio da Prefeitura Municipal de Ubatuba.

Por: Depto. Imprensa - Prefeitura Municipal de Ubatuba

29
março
2008

Salvador-BA 19/03/08!, Pescaria de “É ele”! ( Olho de Boi)0


Olá Pessoal!

Fui passear em Salvador-BA e aproveitei para agendar um dia de pesca com o guia Júlio da Ceminha Fishing. Foi um dia fora de série, muito bom mesmo, apesar da chuva toda que caiu mas pelo menos os peixes estavam por lá…

Pra mim foi a primeira experiência com JJ em lugares tão fundo, só tinha jigado até 40 metros no máximo. Nós jigamos em lugares que variavam de 100 a 120 metros!

Bem, o dia começou com uma navegação um pouco complicada para passar pela barra, é um local mais raso e as ondas levantam mais, a sensação que tive é que era o encontro de duas correntes… Depois de 1 hora e pouco de navegação chegamos ao primeiro ponto de pesca. Logo após algumas explicações descemos as iscas e começamos a trabalhar… Tentamos alguns pontos até que não demorou muito começaram as ações. Ao todo foram 7 ações!

O primeiro peixe foi engatado por mim. Nesse momento eu estava usando um molinete e meu pai estava com a elétrica, só tinhamos uma elétrica no barco. Assim que senti o peso demorou um pouco e deu duas levadas de linha bonita. O guia nessa hora gritou: “é ele, é ele!!!”. Pois bem, começei a trabalhar e a levantar o bicho. Por algum discuido ou azar na metade do caminho o bicho soltou da isca… Nessa hora fiquei pensando: “Putz, daria tudo pra ter esse bicho novamente na ponta da linha!”… Nesse não deu nem tempo de começar a filmar!!!

Depois de um tempinho, mudamos de lugar novamente, troquei de equipamento com meu pai e começei a pescar pela primeira vez com a elétrica. Pois bem, depois de 4 descidas entra um gigante na linha. Putz, eu não sabia o que fazer, eu com aquela carretilha toda maluca na minha mão e um bicho que tomava linha a vontade em baixo. O freio da carretilha estava no máximo, não dava pra bobiar muito senão ia todo equipamento pra água… Pois bem, dessa vez eu pensei: “Esse bicho eu tenho que subir, não vou bobiar dessa vez!”. Dito e feito, trouxe o bicho até em cima, porém, por algum discuido novamente, o bicho acabou soltando do lado do barco. Pelo cálculo de todos, esse peixe devia ter uns 30 kg. Esse deu tempo de fazer um vídeo de um pedaço da briga até sua “soltura”:

Depois dessa briga e do fracasso novamente o desanimo bateu geral! Agora pensei: “Tive tudo nas mãos e joguei fora a chance de bater aquela foto tão esperada!”. Mas, depois de muitos lamentos, fomos a luta novamente. Nessa hora entreguei a elétrica pro meu pai, que até esse momento não havia sentido nenhum ataque, e voltei pro molinete. Depois de algumas trocas de lugares, quando paramos num novo ponto foi descer a isca, dar 4 toques com o JJ e já engatou o bicho. Dessa vez o guia também engatou um junto comigo… O peixe do guia tomou linha pra caramba e acabou estourando a linha depois de uns 3 minutos. Pensei que iria acontecer a mesma coisa comigo, pois o Aluma estava sendo castigado e a linha estava indo toda embora… Porém, dessa vez a sorte estava do meu lado, não afrouxei o peixe e trouxe ele até em cima! Resultado, um Olho de Boi de 22 Kg que foi pra foto para alegria de todos!!! Segue o video da parte final da briga:

Até então meu pai não havia nem sentido o gostinho de uma cutuca no JJ dele. Mas foi nos finalmente que até em que fim entrou um Olho de Boi de 8Kg na linha dele… A briga foi muito fácil, comparada com o olho de boi que fugiu do lado do barco. Foi ai que vimos que aquele olho de boi realmente era grande… Segue o vídeo da captura desse Olho de Boi:
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21
março
2008

Empresa TWB e governo da Bahia apostam no potencial da criação de bijupirá em tanques-rede0


Nos próximos cinco anos, o Brasil pode se transformar em um dos maiores produtores mundiais de bijupirá, uma espécie de peixe de água salgada. A previsão é da empresa TWB, operadora do sistema ferry-boat, mas que mantém projetos de pesquisa para a produção do pescado em São Paulo e Bahia. A Bahia Pesca também aposta no projeto e no próximo mês vai apresentar os primeiros resultados obtidos nos 12 tanques-rede mantidos na Praia da Ribeira, Salvador.

Com o preço do filé cotado a US$10 no mercado internacional, o bijupirá tem uma carne saborosa e muito apreciada pela textura leve. Cada peixe pode atingir até 6kg entre dez e 12 meses, tempo considerado curto para o cultivo. A meta principal serão os mercados americano, europeu e japonês, mas por causa da taxa cambial, o consumo interno pode desempenhar papel importante.
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21
março
2008

Três meses depois de decreto, reserva ecológica na Bahia não saiu do papel0


Brasília - A comemoração pela assinatura do decreto presidencial que ampliou e criou novas unidades de conservação não durou muito para ambientalistas e pescadores da Ilha de Cassurubá, região do Parque Nacional de Abrolhos, no sul da Bahia.

Entre as medidas anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no 21 de dezembro de 2007, em cerimônia no Palácio do Planalto, estava a criação da Reserva Extrativista de Cassurubá. No entanto, até hoje (21) , três meses depois, o decreto não foi publicad
o no Diário Oficial da União (DOU), o que, na prática, significa que a unidade ainda não existe. Os demais decretos foram publicados em edição extra do DOU no mesmo dia da assinatura.

A Casa Civil, responsável pela publicação, informou que devolveu o texto do decreto ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) por causa de “uma questão técnica”. Em fevereiro, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse à Agência Brasil que o texto estava sob análise da “área técnica” do MMA. Procurada pela reportagem em mais de uma ocasião, a assessoria do ministério não confirmou o andamento do decreto nem informou quando será encaminhado para publicação.

“Isso foi um desgaste, a comunidade está desanimada. Estamos preocupados se o fato de o decreto não ter sido publicado quer dizer que não poderemos trabalhar com a Resex [Reserva Extrativista]”, relatou Marilene Costa, representante da Associação de Marisqueiras de Ponta de Areia e Caravelas. A regulamentação de reservas extrativistas prevê o uso sustentável dos recursos naturais da área pelas populações tradicionais, com subsistência baseada no extrativismo. De acordo com Marilene, cerca de 900 pessoas sobrevivem da pesca e da mariscagem na área.

“Os pescadores estão indignados. Ficamos inclusive numa situação complicada, sem respostas para dar à comunidade”, contou Jorge Galdino, diretor da organização não-governamental (ONG) Artimanha, responsável por mobilizar a população em prol da criação da unidade.

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil