Arremesso com carretilha

A carretilha é uma das partes do equipamento do pescador mais difíceis de serem dominadas. Contudo, seu correto funcionamento não chega a ser nenhum “bicho de sete cabeças”. Com um pouco de treino e com alguns macetes, em pouco tempo já se pode usá-la com mais eficiência.

No molinete, a linha pára de sair do carretel assim que o peso arremessado toca a água. O carretel é estacionário e não traz maiores problemas, e o seu manuseio é bem mais simples. Já no caso da carretilha, o problema está, após o arremesso, no giro do carretel continuar, por inércia. Se ele não for regulado corretamente, ou mesmo parado por outros métodos, continua a soltar linha. É aí que temos a famosa “cabeleira”, o que desanima tantos pescadores.

Para evitar que isso ocorra, deve-se montar o equipamento completo, ou seja, colocar a carretilha na vara, passar a linha pelos passadores e, na ponta dela, amarrar um peso. É importante que esse peso seja o mais próximo possível do peso que será arremessado com o conjunto, para que a regulagem seja mais eficiente.

É importante também que se localize, abaixo da “estrela” da fricção, o botão que regula o eixo do carretel, que deve ser apertado até o fim. A linha deve ser recolhida, de modo que a isca fique pendurada a não mais que dez centímetros da ponta da vara, que deve ser mantida paralela ao solo, ou no máximo a 45 graus. Feito isso, é preciso destravar a carretilha e ir soltando, aos poucos, o botão de controle do eixo do carretel, de maneira que a isca desça vagarosamente.

O eixo do carretel estará devidamente regulado quando, assim que a isca tocar o chão, o carretel parar de girar. Se a carretilha tiver freio magnético, ele deve estar na posição zero durante esse processo. É importante que ele seja usado naquelas trocas de isca, em que o peso seja diferente de uma para a outra. É uma espécie de “ajuste fino” do carretel. Se a sua carretilha não o tiver, você deve regulá-la novamente para isca nova.

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